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NÚMERO-NOTÍCIA
Achismus vulgaris
Muito fracos os comentários do professor do Departamento de Estatística da Universidade Federal de Juiz de Fora. É óbvio que estamos um pouco longe das eleições e que não existe um resultado definitivo. Eleição é um processo. É óbvio também que as pesquisas podem ser manipuladas, mas não foi apresentada, no artigo, nenhuma evidência de que isso esteja acontecendo com os mais renomados institutos de pesquisa.
O artigo todo é do tipo achismus vulgaris que se quis criticar, principalmente quando faz comentários não pertinentes ao assunto tratado, como a quantidade de viagens internacionais do presidente Fernando Henrique.
Helio Pimentel
Evitável deselegância
Apesar da adequada ironia que permeia o texto de Antônio Fernando Beraldo sobre as suspeitas pesquisas eleitorais, penso que o autor incorreu numa evitável deselegância ao qualificar de "absoluto idiota sadomasoquista" um provável eleitor que ignore as possíveis movimentações financeiras ilícitas de Paulo Maluf. Além disso, Beraldo desconsidera a existência de qualquer tipo de opinião pública, fato questionável por diversas razões, a começar pela ausência de argumentos apresentados para sustentar sua afirmativa.
Bruno Ravanelli Pessa, estudante de Jornalismo
Prova-se qualquer coisa
Interessante e oportuno o artigo de Antonio Beraldo. Em minha modesta opinião, as estatísticas podem provar quase que qualquer coisa. Lembro-me de um diretor comercial com quem trabalhei que me encomendava "um relatório, baseado em estatísticas, que provasse o seguinte ponto de vista...". E lá saia eu pesquisando as estatísticas que nos interessavam. Curiosidade que tenho: por que algumas estatísticas da sucessão presidencial são encomendadas pelo "Sindicato das Empresas de Transporte" ou "Associação dos Banqueiros"? Qual o interesse legítimo dessas empresas em gastar dinheiro com esse tipo de pesquisa?
Um reparo: em artigo sério, imparcial, não se pode "fulanizar", tipo "Garotinho encosta em Lula". Pode influenciar. E Paulo Maluf é sempre acusado de n maldades, não provadas. Entretanto, essas acusações lhe custam votos. Atualmente, procuradores (sabe- se lá se são simpatizantes tucanos ou petistas ou se são isentos) o acusam de manter contas ilícitas no exterior. Ele nega enfaticamente, abre mão de seu sigilo. O ônus da prova é do acusador, que há meses não consegue uma informação fidedigna. Esperamos que, desta vez, ou se prove em curto prazo a existência das tais contas e a origem do dinheiro, e Maluf seja processado, ou que fique claro que é armação eleitoral, e os difamadores sejam processados
Ernesto Marra
Fraude anunciada
Parece que entre a verdade e a ficção temos uma para a realidade e o infinito para a mentira, conforme o imaginário permita. Assim como a verdade do voto impresso o torna materialmente único e verdadeiro, sem impressão o voto eletrônico se torna etéreo, intangível, dentro da infinita possibilidade de ser computado para quem o sistema, misterioso e protegido pelo sorteio prévio, inútil como usar preservativo depois da concepção, o destine. Isso torna qualquer brilhante análise longínqua da verdade. Tão etérea como o sexo dos anjos. A fraude é anunciada, o eleitor vai às urnas fazer de conta que escolhe e briga por seu candidato, como se fosse melhor viver uma ilusão do que resgatar a verdade. Isto posto, a culpa dos "escribas" da mentira, o poder da ilusão no país surrealista, o Brasil.
Jefferson Abreu
Eleição e espetáculo
Eu sou contra a divulgação de pesquisas. Elas propiciam o "voto útil", além de concorrerem para tornar as eleições um "espetáculo", o que acaba por alienar o povo. O ideal é uma campanha política sem pesquisas e sem marketing político. A única coisa que interessa é a apresentação e o debate de idéias.
Rembrandt Donizette Castro
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