ALMANAQUE HIPÓLITO
Excelente cronologia
Excelente a cronologia, com a referência às biografias de Hipólito redigidas por Carlos Rizzini e Mecenas Dorado. Faltou a menção à coletânea organizada por Barbosa Lima Sobrinho, na década de 90, que se encontra na biblioteca do Senado Federal.
Ricardo Antônio Lucas Camargo, Porto Alegre
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PUBLICIDADE AMARGA
Apenas má qualidade
Existem manifestações que se colocam em termos de estereotipar categorias de indivíduos e, no entanto, são toleradas. Por exemplo: teríamos de combater O mercador de Veneza, de Shakespeare, por estereotipar o judeu como avarento e desumano? Ou ainda a famosa passagem de Vinicius de Moraes – a que, parece, o tal anúncio resolveu fazer referência – "as feias que me desculpem, mas beleza é fundamental"? Claro que estou citando, aqui, obras de arte, e não anúncios televisivos destinados a louvar os méritos de tal ou qual marca. Mas aqui, não se tratou de preconceito, e sim de algo que já está arraigado na cultura nacional, talvez, até, universal: o de que a estética desempenha um papel fundamental na atração entre homem e mulher. José Martiniano de Alencar (escrevi por extenso para não confundir com o vice-presidente) escreveu um romance sobre o tema – é bem verdade que dos mais fracos –, intitulado A pata da gazela, em que o mote da atração é uma moça com um pé delicado e o mote da repulsão é uma moça com um pé grosseiro ("aleijão", na expressão de Alencar).
Embora eu não seja exatamente um dos mais benevolentes observadores da mídia em geral e da televisão em particular, chega a ser um tanto exagerado considerar manifestação de preconceito, pura e simplesmente, o que não vai muito além de uma bobagem melosa, de muito baixa qualidade e que me conduz, inclusive, a pedir desculpas pelos exemplos anteriormente invocados, já que me servi de obras de arte.
Ricardo Camargo
A culpa é da agência
O preconceito é claro, nem questiono. Mas botar a culpa na Globo é outra "cegueira". A culpa maior está em quem criou a peça e, principalmente, no cliente que a aprovou.
José Carlos Aragão
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Ao publicitário desconhecido
Vejo o papel do publicitário como o de um observador; logo, seu trabalho não fica restrito à agência, como acontece em algumas profissões. Ele deve estar atento ao cotidiano. Uma frase de um motoboy, uma conversa de donas de casa, uma gíria de adolescente, tudo é material para um publicitário fazer boa propaganda, pois não acredito que um publicitário faça propaganda do além. Agora gostaria de saber como ficariam os direitos desse desconhecido. Talvez os publicitários devessem criar homenagens iguais às dos militares, para soldados mortos em combate, "homenagens ao soldado desconhecido". Claro que o direIto à propriedade intelectual deve ser respeitado, e o ego de alguns deve ser contido.
P.P. Ancini
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