IMPRENSA EM CRISE
Só o leitor salva
Para salvar os jornais brasileiros precisaria ser aumentado o número de leitores. O que acontece é que, à medida que o tempo passa, mais gente chega ao fim dos estudos, incluindo aí estudos universitários, sem condições de entender um texto, por menor que seja sua complexidade. Sem saber ler, a única mídia que interessa ao povo é a televisão, em que informação e entretenimento trafegam na mesma pista, sendo confundidos, o que, convenhamos, é o que o poder deseja. Leitores que exigem qualidade e reflexão estão se tornando raros e, se não vão desaparecer, certamente perderão o significado. Não há no horizonte sinais de que isso vá mudar!
Sidney Borges
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O empresário, o editor e o cavalo do inglês – Pedro de Souza
Escassez visível
Comentário muito oportuno. Sempre fico intrigado com os títulos: os 30 mais, os 100 mais etc. E sempre que vejo algo assim, como no caso do escritor Harold Bloom, procuro autores brasileiros: a escassez salta às vistas.
Fernando Antônio dos Santos Oliveira
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Brindomania à beira do abismo – A.D.
Fecho lamentável
Lamentável o fecho da matéria publicada pelo Estado de S. Paulo, no dia 13 de maio de 2003, na página A-11, seção Geral, sobre o título "Imprensa: Boston Globe também investiga textos do repórter", assinada por Paulo Sotero e AFP. Não sei se pela péssima prática do recorte-press ou por opinião mesmo (e aí é pior, já que o espaço não é adequado para isso), a matéria fecha com a seguinte frase: "A exemplo de Cooke e Smith, Blair é negro". Caramba, o que isso tem a ver com a m... que o jornalista Jayson Blair fez?
Lembro que o texto, de um modo geral, cita os casos de Patrícia Smith e de Janet Cooke, que também plagiaram ou inventaram matéria. Quando isso é citado, quase no fim do primeiro texto, a referência de cor ou de raça não é sequer feita. Por que fazer esta citação no fim do texto, deixando uma impressão ao leitor, pela condução da matéria, de que ali estava o problema? Ao ligar os três casos à cor, o texto assume caráter extremamente preconceituoso e racista. Por mais que o 13 de maio tenha sido um ato mais burocrático – que poderia ter ocorrido em 12 ou 14 de maio – para os negros, neste dia os negros, principalmente os que lêem o Estado de S. Paulo, não mereciam isso.
Márcio Ferreira
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Ecos de uma trapaça histórica – Beatriz Singer
Banidos das redações
Vasculhar os procedimentos irresponsáveis e criminosos de Jayson Blair é, no mínimo, obrigação do New York Times. Profissionais como ele devem ser banidos das redações. Sou estudante de Jornalismo em Maceió. Sou do interior, Arapiraca, e tive muita dificuldade para chegar até aqui. Como é importante agir severamente para coibir práticas antiéticas de jornalistas escrúpulos, pergunto: como fazer para dar "liberdade" ao jornalista – principalmente o que está começando – realizar um trabalho sério, preservando um dos princípios básicos de nossa profissão, a verdade?
Luciano Raimundo Milano
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Nossos jornalões fariam o mesmo? – A.D
Tombado pelo patrimônio
É lamentável o momento que vive o "nosso" JB. Fico realmente triste, pois foi no "nosso" JB que tomei gosto pela leitura política e cultural. Hoje, migrei para o Globo, porém ainda me resta a esperança de que o "nosso" JB volte a ser aquele jornal que um dia teve em seus quadros colunistas como Drummond, Verissimo, Cony, Marceu Vieira, o saudoso Castello etc. Aliás o "nosso" JB deveria ser tombado, sim, mas pelo patrimônio histórico nacional.
Laerte J. Gomes
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Em estado terminal – Chico Bruno