10/06/2003 7/10

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JORNALISMO E CALÚNIA
César e a cesariana

Gostaria, humildemente, de informar que o termo "cesariana" não é devido ao fato de César ter vindo ao mundo por essa operação. Na verdade, quando o assassino contratado por César (nesse caso o César em questão era Nero) para assassinar Agripina, sua mãe, esta, sabendo que o sicário estava ali a mando do filho, disse: "Fere o ventre". Daí surgiu o termo cesariana pois, afinal de contas, Nero era um César.

Bella Donnario

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A disciplina que a imprensa não aprendeu – Luiz Martins

 

MÍDIA & PROPINODUTO
Depoimento ignorado

Após quatro longos meses de muito constrangimento e sofrimento por ter sido injustamente envolvida no escandaloso caso do "propinoduto", e de forma dramática ver minha vida enxovalhada pela mídia, tive ontem (3/6) a oportunidade, diante do D. Juiz da 3ª Vara Federal do Rio de Janeiro, de relatar a verdade dos fatos.

Pensei então, como cidadã digna, que seria ressarcida dos prejuízos morais e emocionais. Para minha surpresa, a imprensa, presente em peso ao evento, não reproduziu, no dia seguinte, uma única palavra do que foi dito em meu depoimento, quando tive finalmente a oportunidade de mostrar a verdade perante todos.

Entretanto a jornalista Giselle Saporito demonstrou que honra a ética jornalística e que é honesta com o leitor. Após cobertura perfeita do evento, ela preparou matéria sobre os depoimentos dos envolvidos no JB Online. Infelizmente, nem todos têm acesso a esse meio de comunicação. O JB sempre levantou a bandeira do seu compromisso com a verdade, o que se torna também um motivo de orgulho para nosso país.

Quero parabenizar a equipe do JB Online por ter em seu quadro tão brilhante profissional, a jornalista Giselle Saporito, que teve a coragem de mostrar que é uma profissional de verdade.

Márcia Rodrigues da Rocha, auditora fiscal da Receita Federal, Niterói, RJ

 

LEITURAS DA VEJA
Faoro em canto de página

Só a título de lembrança, o jornalista Paulo Francis, convertido ao credo iancófilo, recebeu uma matéria de seis páginas quando de sua morte. Um necrológio e tanto, em folhas de papel couché, dedicado a uma figura que poucos recordarão. Agora, um personagem como Raymundo Faoro, autor de um clássico que se ombreia a Raízes do Brasil e Casa grande & senzala, e que esteve à frente da Ordem dos Advogados do Brasil num dos momentos mais difíceis enfrentados pela entidade, pois lutava pela reestruturação do Estado de Direito, recebe um simples canto de página, como se o recado da revista fosse o de que ela é quem decide quem merece ou não ser personagem de relevância. A história passa a ser domínio da vontade de quem tem a propriedade dos meios de comunicação.

Ricardo Camargo

 

Onde ficou o mestre?

Sobre o mestre Raymundo Faoro, o artigo de Lucio Flavio Pinto – "O personagem e seus intérpretes medíocres – me deixou perplexo, por dois motivos: primeiro, me fixei em uma possivelmente nova e inédita análise da sua obra densa, sólida, profunda (Os donos do poder, que descreve a formação do patronato político brasileiro). Segundo, por ter mudado o foco do texto. E o meu mestre Faoro, onde fica? O articulista, Lucio F. Pinto, me deve uma conclusão legal sobre aquele artigo.

Irving Vieira

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Grandes personagens, intérpretes medíocres – Lúcio Flávio Pinto

 

Não rezou pela cartilha...

É de se recordar que a Veja, em 1991, elogiou o papel do BNDES, financiando o setor privado com dinheiro publico para a aquisição a um preço que sequer cobriria o custo da Usiminas. Sem contar com o achincalhe a que submeteu uma equipe de advogados que estava sob a batuta de um professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais, que não se poderia jamais acusar de vinculado aos interesses que a Editora Abril refuga como espúrios e contrários à natureza das coisas, ou seja, o professor José Alfredo de Oliveira Baracho, por questionarem a legalidade do processo de privatização daquela empresa. Outra vítima da fúria da revista, em 1993, foi o ministro Marco Aurélio Mendes de Farias Mello, ex-presidente do STF, por haver concedido liminar que trancou o processamento da revisão constitucional ao fundamento de que não fora assegurado o quórum necessário de participação dos integrantes de todas as agremiações partidárias representadas no Congresso. Realmente, não é de hoje a linha de desqualificar como retrógrado quem não reza pela cartilha por ela pregada...

Ricardo Camargo

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O jornalismo-autópsia – Paulo Lima

 

RÁDIO ATLÂNTIDA
Ministério Público intervém

Depois de meses enviando e-mails criticando a Rádio Atlântida e apontando seus vários deslizes éticos em promover o consumo de drogas por intermédio da sua programação musical, creio que posso dizer que houve a primeira vitória. Encaminho a vocês uma mensagem a mim enviada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Eduardo Santarém, Porto Alegre

Assunto: Resposta ao e-mail " Indignação"

Para: tvds21@yahoo.com.br

De: subinst@mp.rs.gov.br

Data: Fri, 9 May 2003 19:41:10 -0200

Senhor Eduardo Santarém:

Em atenção ao e-mail encaminhado por Vossa Senhoria ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, relatando o incentivo à utilização de drogas durante a programação musical da Rádio Atlântida, comunico-lhe que o mesmo foi encaminhado à Promotoria de Justiça de Caxias do Sul e que a Promotora de Justiça Carla Carrion Frós requereu a instauração de inquérito policial para apurar tais fatos. Atenciosamente, Mauro Henrique Renner, Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais.

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Apologia às drogas – Caderno do Leitor [rolar a página]

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