10/06/2003 9/10

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MÍDIA ESPORTIVA
Fora do comitê

O jornalista em Brasília está mal-informado: não fiz parte do "comitê" que redigiu o Estatuto.

Juca Kfouri

 

Antonio Carlos Teixeira responde

Juca fez parte, sim. Não de um comitê, mas de um grupo de personalidades que "ajudou" a preparar o estatuto. Ele próprio, Juca, disse isso em seu programa na Rede TV!, declaração confirmada pelo líder do governo na Câmara, deputado Aldo Rebelo. Além de Juca, participaram Sócrates, Trajano, entre outras personalidades do futebol.

Juca, talvez, não tenha feito parte do comitê, que, acho, deve ser composto exclusivamente por técnicos do governo. Mas participou de várias reuniões sobre o estatuto. Foi ouvido e isso o governo faz questão de mencionar. Aliás, Juca foi um dos poucos (ou o único) jornalistas convidados para a solenidade na qual o presidente Lula sancionou o estatuto.

Ora, será que Lula o convidou por ser corintiano ou porque Juca foi um dos mentores do código? Independente disso e das críticas acho Juca um dos melhores jornalistas do país, quando, naturalmente, trata de assuntos relacionados à podridão do futebol. (A.C.T.)

 

Ainda há falhas

O artigo sobre o Estatuto do Torcedor é bom e veio em boa hora. Mas ainda há falhas. Por exemplo, teremos uma semi-final da Copa Libertadores. Santos e Independiente da Colômbia jogarão no estádio da Vila Belmiro. Por um artifício e manobras da CBF, a Conmebol aceitou um suspeito laudo em que a Vila Famosa tem capacidade para 30 mil espectadores. Será? Mesmo que isso fosse verdade, é injusto não jogarem no Morumbi, sob o ridículo argumento de pressão no adversário, caldeirão etc. Coisa de time pequeno, coisa que o Santos, que goleava em qualquer campo, nunca foi. No caso, 50 mil torcedores supostamente defendidos pelo Estatuto ficarão privados de assistir à partida. Isso aconteceu em 1999. A final da Libertadores foi, pasmem, no Parque Antártica. Tudo porque o Palmeiras, Felipão à frente, precisava "pressionar" o grande esquadrão do Deportivo Cali, e assim derrotá-lo nos pênaltis.

Foi o que se viu: quebra-quebra, lojas e carros quebrados, gente ferida etc. No caso da Globo, concordo plenamente. Quem manda atualmente no futebol é muitas vezes o lado comercial. São Caetano nas finais da Libertadores? Nada disso. Ambev, Sandálias Havaianas e Banco Itaú não pagarão por isso. Brasiliense ganhando uma Copa do Brasil? Nada disso. Pomos o Simon para agir e "prestigiar" o Corinthians. No momento em que a Festriatlo e o desafio de futsal entre Brasil e Japão viram matérias de 2 minutos no Jornal Nacional de sábado, o que podemos esperar? Tudo pela audiência. Do Esporte (nada) Espetacular, do domingo seguinte.

Luiz Antônio de Sousa da Silveira

 

Por que "timão"?

Concordo quanto à cobertura jornalística sobre futebol. Realmente, os jornalistas são parciais, principalmente a televisão, onde a responsabilidade deveria ser maior. Só se ouve falar em timão. Por que não se fala o nome do time? Se o rival tem nome e é correto chamá-lo assim, por que a discriminação? Por que o interesse prioritário pelo time de maior torcida, independentemente de qualquer coisa? Todos devem ser tratados com os mesmos critérios, e assim deve ser em todas as áreas cobertas pela imprensa que se diz séria.

Eduardo dos Anjos

 

Cédula falsa

Jorge Kajuru recebeu o técnico do Cruzeiro, Vanderlei Luxemburgo, em seu programa na Band, em 2/6, ao meio-dia. Em vez de interpelá-lo de forma severa – pois há muito bradava contra ele, principalmente no episódio de sua saída do Palmeiras – tratou-o com afabilidade, perguntas e considerações mornas (com direito a gracejos e risadinhas compartilhadas). Algo simplesmente nauseante. Kajuru, que um dia ouvi dizer ser Luxemburgo tão verdadeiro quanto uma nota de R$ 3, lançou sua efígie para a galeria de cédulas falsas. Telespectadores e ouvintes incautos, cuidado.

Gerson Chagas, Mogi das Cruzes, SP

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Faltou enquadrar a mídia – Antonio Carlos Teixeira

 

Apoio à sociedade

A imprensa é um meio direto de apoio à sociedade e sempre precisa ficar atenta. Parabéns ao Juca Kfouri e ao Observatório da Imprensa.

Luis Fernando Hermann, São Paulo

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Estatuto do torcedor, vitória da sociedade – Luiz Antonio Magalhães e M. C.

 

Sem segundo time

Não sou santista (muitíssimo pelo contrário), mas dizer que o Santos é o segundo time de quem quer que seja é coisa de quem não é do ramo mesmo. Torcedor que é torcedor não tem segundo time, e se tiver, é time com pouca torcida e bastante futebol (como São Caetano e a Lusa nos bons tempos), quando disputa uma Libertadores ou final de Brasileiro. Mas dizer que carioca tem o Santos como segundo time? Tenha dó, Dona Marinilda!

Alexandre Soares Cavassin, Curitiba

 

Marinilda Carvalho responde

Dona Marinilda tem dó, sim, mas dos jovens que não conheceram o Santos de Pelé, que não viram brilhar os olhos cobiçosos das torcidas de outros times quando o Santos de Pelé adentrava o Maracanã. Hoje, a juventude não gosta de futebol. Apenas de seu time. Ou melhor, é fanática por seu time. Odeia a Seleção, odeia os adversários, humilha-os, agride a torcida adversária. Quem conheceu aqueles tempos amou aquele Santos e ama este Santos, de Diego, Robinho, Renato, Elano e Nenê (daí os sentimentos, digamos, pecuniários da Globo e de seu canal a cabo). Felizmente, Dona Marinilda é daqueles tempos. (M.C.)

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Overdose tediosa – Marinilda Carvalho

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