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MÍDIA NA COPA
Copa nada "fake"
Gostaria de saber do Sr. Ivo qual o embasamento da veemente e não convincente afirmação sobre a falcatrua na Copa Coréia/Japão.
Filipe Cavalcanti
Copa nada "fake" II
Desculpe, mas só tenho a lamentar os dois artigos do doutor Ivo. Um festival de asneiras, que antes da final entre Brasil e Alemanha se revelou "envelhecido", já que ou ganharia o Brasil (o que ele dizia ser impossível) ou uma seleção da Adidas (a Alemanha). Essa final, na concepção do doutor, era impossível. E agora, em vez de humildade para reconhecer o erro, vejo arrogância, ao dizer que a dívida da Copa de 98 foi paga. Pelo amor de deus, entreguem uma bola a esse doutor para ele entender que no esporte geralmente ganha o melhor ou quem está mais bem preparado. O que esse indivíduo escreve mancha o bom nome do Observatório e, principalmente, mancha o esforço feito por pessoas como Rivaldo e Ronaldo para superar contusões graves. Lamentável.
Bruno Lourenço Reis, Brasília
Ivo Lucchesi responde
Primeiramente, os leitores deveriam exercitar mais o princípio da educação, no tocante a lidarem com o pensamento da diferença. Isto posto, os indignados leitores-torcedores haverão de perceber que o esquadrinhamento formulado com base na disputa das marcas esportivas foi preservado, até com requinte. Ficaram para as semifinais exatamente duas seleções da Nike e duas da Adidas, a exemplo do que se dera na Copa anterior.
De resto, quando escrevi o primeiro artigo estávamos ainda na segunda rodada da primeira fase. O que se seguiu em matéria de arranjos em arbitragens todos puderam acompanhar. Houve inúmeras denúncias na imprensa estrangeira, enquanto a mídia brasileira atuou mais na retaguarda. Será que os "indignados leitores" não perceberam o que se deu no jogo entre Brasil e Bélgica? E outros tantos? Quem analisa assume o risco em meio a acertos e, por vezes, erros. Duvido que alguém possa desmentir o mapeamento envolvendo as combinações das marcas esportivas.
Todavia, ninguém deve sentir-se impelido a alterar suas convicções. Quanto ao possível desserviço que minha escrita possa estar prestando ao Observatório, é um julgamento a caber aos profissionais que por esse veículo democrático respondem. Enfim, numa sociedade regida pela liberdade de expressão, cada qual deve procurar o lugar para seu discurso e pronto. Se a visão do articulista não recebe o referendo de eventuais leitores (há outros que elogiam), ótimo. É bom para o pensamento o choque de percepções, desde que, em ambos os lados, esteja a inteligência como regente do processo. Sem esse indispensável atributo, a comunicação humana se torna vociferante selvageria. Por fim, que a idolatria vigore para aqueles que dela necessitam... (I.L.)
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