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MÍDIA NA COPA
Faltou mea-culpa

Muitos (para não dizer a esmagadora maioria) jornalistas do Rio e São Paulo não acreditavam na Seleção do Felipão. Sei que é comum as seleções saírem desacreditadas de nosso país para uma campanha de Copa do Mundo. Sei também que críticas são necessárias, mas o que fizeram com o Felipão foi demais. Será que é porque ele é gaúcho de Passo Fundo, ex-treinador do Grêmio e "teimoso"? Bairrismo paulista e carioca? Por favor, amigos da imprensa. Não é porque sou gaúcho e gremista, mas parece que existe um "complô" contra nossos times (e, por conseguinte, com todos os nossos talentos). Será que a imprensa não podia ter batido um pouco menos? Desculpem, cariocas e paulistas, mas um gaúcho foi o responsável por armar um time extremamente competente e seguro e que conseguiu atingir seus objetivos. E a imprensa do centro do país queria levar as honras. Acho que existem muitos jornalistas sãos e que fizeram o mea-culpa. Sinto pelos que não o fizeram. Também já deixei de lê-los.

Sei que essa situação não vai mudar tão cedo, mas espero que jornalistas como a autora do texto continuem escrevendo e mostrando ao país quem são os verdadeiros talentos da imprensa.

Stefan Mic

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"Plantão da convulsão"

Quando li o texto abaixo no Lance! de segunda-feira (1º/07) não pude deixar de lembrar de um artigo do OI de 1998, fazendo uma crítica ferrenha da cobertura dos acontecimentos que envolveram Ronaldo antes da final contra a França. Pelo jeito, o pessoal aprendeu a lição dessa vez...

Rodney Brocanelli

"Mudança de hábito na seleção brasileira

Rodrigo Mattos (Lance!)

Antes da festa brasileira, um episódio hilariante pôde ser observado no hotel da seleção. O drama de Ronaldo na Copa de 98 provocou uma mudança na cobertura jornalística do time brasileiro no dia da final contra a Alemanha. Ao contrário do que acontecia anteriormente, vários jornalistas não foram direto para o Estádio de Yokohama, e ficaram no Yokohama Prince Hotel para conferir se todos os jogadores saíam no ônibus da seleção.

A medida teve como único objetivo evitar uma repetição do que houve na França, quando a única equipe de televisão presente não viu que a delegação saiu do hotel sem Ronaldo. E o próprio nome dado pelos repórteres à espera da saída dos jogadores é explicativo: chamaram de ‘plantão da convulsão’.

E as atitudes dos jornalistas provocavam risadas em qualquer um menos envolvido com o problema. Enquanto um tentava saber com a camareira se os jogadores estavam bem, o outro tentava saber se Ronaldo acordou às 9 horas ou às 9h15. O ápice do plantão aconteceu na saída dos jogadores do hotel.

E aí foi uma festa. ‘Eu não vi o Kléberson. Você viu?’, perguntou um jornalista. ‘Estava no final da fila, mas e o Juninho?’, falava outro. Teve jornalista que se complicou e fez uma lista com 22 nomes e, depois, não sabia quem estava faltando.

Bem-humorados, os jogadores não se importaram com a atenção em relação à sua saída e acenavam para os repórteres. No final, ainda tinha um jornalista preocupado: ‘Acho que o Dida não passou’. Mas outro retrucou: ‘Dida, mas quem se importa com o Dida?’ Vai entender..."

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Camarote 3 x 0 Apuração – M.C.

 

Jornalismo a serviço de quem?

É possível entender por que a Rede Globo gasta tanto seu tempo mostrando a chegada dos pentacampeões: ela faz isso para continuar mantendo o nível de ópio na alma do povo e para que este continue do jeitinho que está. Mas, por que a rádio CBN tinha que ficar narrando a tal chegada? Pensaram que seria possível (e agradável) para o ouvinte ficar ouvindo aquele monte de barulho? Só posso imaginar que, por fazer parte das Organizações Globo, a rádio foi obrigada a fazer parte deste triste espetáculo de antijornalismo, e infelizmente aceitou.

Eduardo Zanete, Osasco, SP

 

Parabéns ao Kajuru

Há poucas pessoa tão corajosas, coerentes e transparentes como ele na mídia brasileira. É um grande exemplo! Sugiro que o Observatório crie um prêmio anual aos melhores da mídia em itens como coerência, transparência etc.

Adiel Lages, Jaboatão, PE

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