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CONSELHO DE COMUNICAÇÃO
Sempre os mesmos nomes
Tenho o maior respeito por Alberto Dines e seu trabalho. Acompanho há anos sua trajetória profissional. No entanto, como jornalista também há anos, fico extremamente decepcionado quando vejo noticias como a da criação do CCS (Conselho de Comunicação Social), porque, como Dines mesmo disse, não vivo no Olimpo e daí as coisas ficam parecendo viciadas, sempre as mesmas pessoas, os mesmos nomes, nada foi aberto a outros jornalistas que, como eu, contribuem diariamente para a informação da população, e não fazemos parte de grupos ou turminhas privilegiadas.
Sou sindicalizado, estou sempre atento às milhares de novidades todos os dias, mas esse tipo de informação nunca "vaza"antes. Sim, "vaza", porque fica restrito ao mesmo grupo de pessoas e não é aberto aos profissionais fora do Olimpo.
A intenção da CCS é excelente, mas fica minha ressalva quanto à atuação dos profissionais de sempre.
Edson Lobo, jornalista, São Paulo
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Conselho instalado, silêncio ostensivo – Alberto Dines
Pela representatividade dos estados
O Conselho de Comunicação Social (CCS) embora tardiamente venha existir de forma oficial, traduzirá a vontade de sistematizar a democracia com a necessidade de integrar o Brasil através de seus estados. Com apenas um agravante: estados tidos como periféricos não representam nada para a opinião nacional? Os requisitos para composição (diretoria) do CCS obedecem a que tipo de escala?
Entendo que profissionais de imprensa (comunicação) têm seu valor e representatividade em todo o território nacional, e não apenas por aqueles que labutam direta ou indiretamente via capital federal.
Ubiratan Braga
LEITURAS DE VEJA
Lembrando Mengele
A Veja 1.758, de 3 de julho de 2002, seção Holofote, publicou texto com o título "O aumento do salário mínimo vale a pena?" O tópico tem todos os pecados que os jornalistas aprendem que não devem cometer, quando fazem uma análise econômico-social. Na introdução informa que a Previdência está no vermelho, e que qualquer atualização do salário mínimo só aumenta o rombo, faz referência a estudo do economista Marcelo Neri, veiculado no Valor, demonstrando que os reajustes, além do efeito caixa nocivo (?!), podem (?) não beneficiar a fatia da população que mais precisa de ajuda (?!).
E conclui – de forma didática, em quadros com destaque e foto – que "apenas 2% dos indigentes do Brasil têm mais de 65 anos", logo, o aumento do salário mínimo "não causa impacto significativo na redução da miséria". Acrescenta que "46% dos indigentes do Brasil têm até 15 anos de idade", logo, "os recursos deveriam destinar-se preferencialmente ao atendimento dos jovens, grupo em que se concentra a indigência".
É com esse tipo de raciocínio que os repórteres Amauri Segalla, Camila Antunes, Monica Weinberg, Ricardo Mendonça e Sandra Brasil conquistam seus salários, e a revista Veja reforça, mais uma vez, quais seus interesses na informação.
José Renato M. de Almeida, Salvador
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