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Edição de Marinilda Carvalho
O leitor Assunção Cristóvão, autor da mensagem "Não estamos a agüentar" [ver abaixo], mandou de presente ao nosso colaborador Cláudio Weber Abramo um texto que está correndo a internet e que, embora longo, resume o ridículo de uma forma de falar errada, esquisita e principalmente alienígena de alguns brasileiros de cabeça colonizada. No artigo "Você decide (!?)" [ver remissão abaixo], Cláudio primeiro critica o emprego indiscriminado do verbo "ir" como auxiliar, e depois condena o uso do futuro do gerúndio, como em "vamos estar verificando".
"O deputado não assinará o projeto de lei, o presidente não viajará, a plataforma não afundará, mas todos ‘irá assinar’, ‘irá viajar’, ‘irá afundar’." Claudio considera este fenômeno ininteligível do ponto de vista lingüístico.
"O princípio básico é gastar menos saliva para dizer a mesma coisa", ensina o jornalista. "‘Irá afundar’ faz o contrário, como também faz o contrário a recente mania nacional, esta gramaticalmente absurda, de dizer: ‘O senhor quer estar comprando esta balinha?’ Por que não ‘O senhor quer comprar etc.’?" O jornal Hoje (Globo) da sexta-feira passada fez matéria saborosa a respeito, e era de rolar de rir ouvir os argumentos do pessoal de marketing, que adora essa aberração.
Realmente, não estamos mais a agüentar vícios de linguagem importados do inglês. Desde a que a mania surgiu, logo após a privatização das teles e das demais concessionárias de serviços públicos, os atendentes sofrem: corrijo cada fala deles.
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RABO PRESO EM ACM
Parece que não muda
O pior é que isto parece que não muda no Brasil. O jornalismo é feito primeiro para revelar interesses, depois para informação. ACM é uma mancha escura na história do Brasil. É por isso que existem PCC e CV, pois se siglas como estas estão nas páginas da impressa policial, ACM mancha a impressa política com a arrogância impune de seus crimes, bem escondidos. Quase toda a Justiça da Bahia está sob sua mão.
Ricardo Bezerra Pires Ferreira
Faltou dizer
Eu acho que vocês esqueceram de comentar o enriquecimento da família de ACM, transformando a TV Bahia em Rede Bahia, com repetidoras nos maiores municípios da Bahia, sem falar na sua vinculação com a OAS, escândalo do SAC, administrado pela sua filha, além de tantos outros casos. Escândalo do Econômico, todo mundo já esqueceu, principalmente a mídia. Por último temos o caso do aeroporto, cujo nome ele conseguiu mudar para Luiz Eduardo Magalhães, ex-Aeroporto Internacional Dois de Julho, fato também pouco explorado pela imprensa, fora as denúncias do TCU sobre o superfaturamento da reforma, feita pela OAS. Lembrei também do último ato arbitrário da concessão/privatização da Linha Verde, e quem ganhou a concessão? A OAS.
A mídia do Sul deve vir para a Bahia com a finalidade de apurar esses escândalos. Eu não relacionei todos não. Tem muito mais.
Rogerio Sinesio Leite Espinheira
Ninguém diz
Quero cumprimentar este Observatório da Imprensa e especialmente o jornalista Alberto Dines pela coragem e clareza ao dizer o que ninguém diz!
Luís Lustig
Nada a dizer
Excelente. Este é meu comentário. O que posso eu dizer mais de artigo tão íntegro? Ah, o que resta? O Observatório virar revista semanal. Obrigado.
Pedro Paulo Rodrigues
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Caderno do Leitor – próximo bloco
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