JORNALISMO DE CONCESSÕES
Quem é Palhano?

Sou leitor assíduo do Observatório, e gostaria de saber melhor quem é José Antonio Palhano. Seu "Jornalismo das grandes concessões" é F A N T Á S T I C O.

Wagner Coelho

Nota do O. I.: José Antonio Palhano, um dos primeiros observadores do O. I., é médico-pediatra, editorialista e colunista político da Folha do Povo, em Campo Grande, MS


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Jornalismo das grandes concessões – José Antonio Palhano



REDE PÚBLICA
Apenas estatal

O Observatório da Imprensa reservou grande espaço para defender a TV "pública", mas este tipo de TV inexiste no Brasil. O que existe por aqui é TV estatal, que por isso mesmo não é pública e por isso mesmo dá problema.

Mas de uns tempos para cá, a RPTV e suas associadas majoritárias vêm querendo transformar a TV "pública" em TV comercial, ao pretender simplesmente vender espaço a anunciantes. E para tal se tornaram mais dedicadas a atender às exigências comerciais: conseguir maior audiência e ampliar a área de cobertura.

Mas, sem recursos (à vontade) do Estado e do capital, como as TVs públicas ao redor do mundo conseguem os seus recursos? Pela contribuição dos telespectadores. O Estado e o capital podem contribuir, mas suas contribuições ficam limitadas a 20% da contribuição dos telespectadores, evitando-se que as TVs públicas se desvirtuem do seu objetivo único: atender os telespectadores.

An Metet


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Crença na rede pública – Fernando Barbosa Lima



PRETENSÃO OU ESTILO
Não estamos a agüentar

Sr. Cláudio Weber Abramo, li "Pretensão ou estilo – você decide". Ria com este texto que recebi por e-mail.

Assunção Cristóvão

"Para você estar passando adiante

Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o futuro do gerúndio.

Você pode também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela internet. O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando.

Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral.

Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha nas pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo.

Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim!, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito.

Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo obrigados a estar emigrando para algum lugar onde não vão estar nos obrigando a estar ouvindo frases assim o dia inteirinho.

Sinceramente: nossa paciência está estando a ponto de estar estourando. O próximo "Eu vou estar transferindo a sua ligação" que eu vá estar ouvindo pode estar provocando alguma reação violenta da minha parte. Eu não vou estar me responsabilizando pelos meus atos.

As pessoas precisam estar entendendo a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando na linguagem do dia-a-dia. Tudo começou a estar acontecendo quando alguém precisou estar traduzindo manuais de atendimento por telemarketing. Daí a estar pensando que "We'll be sending it tomorrow" possa estar tendo o mesmo significado que "Nós vamos estar mandando isso amanhã" acabou por estar sendo só um passo.

Pouco a pouco a coisa deixou de estar acontecendo apenas no âmbito dos atendentes de telemarketing para estar ganhando os escritórios. Todo mundo passou a estar marcando reuniões, a estar considerando pedidos e a estar retornando ligações.

A gravidade da situação só começou a estar se evidenciando quando o diálogo mais coloquial demonstrou estar sendo invadido inapelavelmente pelo futuro do gerúndio. A primeira pessoa que inventou de estar falando "Eu vou tá pensando no seu caso" sem querer acabou por estar escancarando uma porta para essa infelicidade lingüística estar se instalando nas ruas e estar entrando em nossas vidas.

Você certamente já deve ter estado estando a estar ouvindo coisas como "O que cê vai tá fazendo domingo?", ou "Quando que cê vai tá viajando pra praia?", ou "Me espera, que eu vou tá te ligando assim que eu chegar em casa".

Deus. O que a gente pode tá fazendo pra que as pessoas tejam entendendo o que esse negócio pode tá provocando no cérebro das novas gerações? A única solução vai estar sendo submeter o futuro do gerúndio à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, como o "a nível de", o "enquanto", o "pra se ter uma idéia" e outros menos votados.

A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse jeito? Ricardo Freire"



Defesa da língua

Vejo com bons olhos o projeto do deputado Aldo Rabelo. A quantidade de palavras de origem inglesa desnecessárias é imensa. Palavras como mouse, Aids, hot-dog poderiam perfeitamente ser traduzidas ao português. Além do mais, a forma como as palavras inglesas são pronunciadas aqui no Brasil é ridícula. Vamos importar dos gringos o que eles têm de bom, sem deturpar nossa língua.

Beny Spira


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