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Amigos, o grampo continua prendendo a atenção dos leitores, uns a favor, outros contra. O debate a respeito é global, basta lembrar a decisão recente da Suprema Corte dos Estados Unidos, considerando legal o uso pela mídia americana de gravações ilegais desde que ela própria não grampeie.
É curioso, mas o tema invadiu até a literatura infantil. Em "Harry Potter e o cálice sagrado", quarto volume da famosa série sobre o bruxinho inglês (literatura infantil também é cultura!), J. K. Rowling faz uma completa crítica da mídia: transformou uma jornalista no maior vilão da história (depois do bruxo malvado, claro). Rita Skeeter, bruxa-repórter de péssimo caráter, faz matérias sensacionalistas o tempo todo para subir na carreira, e até enfeitiça uma caneta mágica para "traduzir" automaticamente em mentiras as coisas que ela dita. Na escola de bruxaria onde a ação se passa aparelhos eletrônicos não funcionam, mas a danada é um "animago clandestino" – usem a imaginação para entender do que se trata! – e se transforma num bichinho para escutar conversas secretas.
No final ela é castigada, e vai parar num... não, se eu contar o final me matam.
Boa leitura!
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Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.
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URNAS ELETRÔNICAS
Assunto abafado
Tenho no último ano e meio freqüentado na internet o fórum sobre voto eletrônico, em <www.votoseguro.org>, e jamais em minha curta vida (29 anos) vi um assunto tão abafado pela mídia. Parece que não existe problema algum com a votação eletrônica, que é tudo auditável, que os partidos podem fiscalizar os softwares de votação, que podem pedir recontagem de votos, que não há intromissão indevida do Poder Executivo (Abin) no processo, que o TSE é isento etc.
Fora uma ou outra nota que sai vez ou outra, o assunto parece fugir das pautas dos grandes jornais e principalmente da TV. O Observatório da Imprensa, em conformidade com seus objetivos, deveria avaliar o assunto com sua peculiar imparcialidade e justeza.
Façam-nos (aos cidadãos e a mim) este favor e ponham em pauta este grave tema: a urna eletrônica e a possibilidade de fraudes em 2002, bem como as que já se apuraram.
Alejandro
da Costa Carriles,
administrador e estudante de Direito
Nota
do OI:
caro Alejandro, veja na presente edição o artigo de
Pedro Antonio Dourado de Rezende; e localize, a partir do botão
Busca, outras matérias já publicadas no OI pelo mesmo
autor.

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