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MÍDIA E CONFIANÇA
Nem tudo é verdade
Em 4/7/2001, no Globo Esporte (eu não estava assistindo, só estava mudando de canal), ouvi um jogador do São Paulo (não lembro o nome) dizendo mais ou menos assim: "Se saiu na imprensa é porque é verdade". Esse é um que precisa ser medicado com OI. O triste é que muita, mas muita gente mesmo, também precisa...
Eduardo
Zanete,
Osasco, SP
MÍDIA ESPORTIVA
Lorpas e pascácios
Há alguns anos acompanho o futebol e conseqüentemente os artigos jornalísticos. Devo dizer que os profissionais que militam na crônica esportiva deveriam analisar o futebol como um esporte, em que se ganha e se perde. No entanto, desde tempos idos que a nossa crônica prefere viver do pessimismo e transmiti-lo aos leitores de maneira errônea. Todas as seleções brasileiras, inclusive as campeãs do mundo, foram vítimas deste sentimento, de que quando ganhamos o adversário é fraco, e quando perdemos também. É a síndrome de auto-afirmação que, pelo menos no futebol, não precisamos sofrer.
É verdade que algumas críticas procedem, mas não o exagero, a psicose maníaco-depressiva que ataca os cronistas. Futebol, apesar da sua importância social, não é uma ciência exata, e cabe dizer que quanto mais o complicamos mais a seleção se torna refém de uma ciência que não existe. Futebol é o esporte nacional, está no sangue da nossa gente, portanto, deixemos o excesso de exigências "enxadrísticas", para deixá-lo fluir no sangue de nossos atletas, que a ginga, o samba, jogarão o autêntico futebol brasileiro.
De tanta exigência, a criatividade dos nossos craques se inibe, e o futebol desaparece.Deixemos que flua o prazer do jogo. Pois discordando daqueles que afirmam que Nelson Rodrigues nunca entendeu de futebol, ao contrário, com sua inteligência, insurgia-se contra os "Lorpas e Pascácios" que ainda teimam em existir neste fabuloso futebol brasileiro.
Jader
Rezende

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