NIOMAR MONIZ SODRÉ
Ano de muitas perdas
Ano de perdas significativas para o jornalismo brasileiro. Foi-se embora Roberto Marinho. Foi-se embora Niomar Moniz Sodré Bittencourt. "Dr. Roberto" causou comoção nacional. Niomar foi-se quase em silêncio, nas vésperas do Dia de Finados. Niomar foi uma das mulheres mais importantes do nosso jornalismo. Símbolo de resistência ao regime militar. Exemplo de "patrão" que protege seus funcionários. Que assume responsabilidade, em vez de fugir dela. Niomar foi sinônimo de jornalismo alternativo, da busca incansável por respeito aos direitos humanos. Da verdade, a qualquer preço. Niomar fez história. Mas não virou heroína. Provavelmente, está até feliz com isso. Descansou aos 87 anos e mostrou que se pode viver por um ideal. Obrigada pelo seu exemplo, Niomar! Que seu caminho seja sempre de luz!
Tatiana Maia
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BLECAUTE EM FLORIPA
Lições da província
Os dias que vivemos aqui em Florianópolis com o "apagão" fizeram-nos refletir sobre a necessidade que temos da tecnologia, da total dependência a que somos submetidos. Só os que estavam aqui podem relatar o que passaram. E foi nestas horas (longas!) de profunda agonia que a imprensa local soube como ninguém apresentar seu companheirismo à população, quase de forma paternalista, mantendo-nos informados (a razão principal da imprensa, creio eu) e aliviando nossas expectativas frustradas, quando os órgãos oficiais de governo nos faltaram. Vale então uma reflexão: aquela forma de imprensa, dos grandes jornaizinhos do país, que vive de criar factóides, está realmente cumprindo seu papel social?
Penso que Estadão, Folha, Veja e quitutes do gênero poderiam aprender um pouco com nosso quadro de jornalistas. Ah! Mas quem me dera tamanha utopia. Onde já se viu a metrópole descer à província?
Alexandre Carlos Aguiar, biólogo, Florianópolis
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