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IMPRENSA & CRIME
Violência vai sumir da mídia

No artigo "O jornal e o psicopata" é muito oportuna a citação do caso da menina que, com o namorado, matou os pais. Concordo com a crítica. No entanto, qual a função social de uma matéria que se limita a informar sobre o que aconteceu e recebe destaque de manchete? Não precisamos "abafar" o caso, mas também dar o destaque que foi dado já é demais. Aliás, sou capaz de especular que os tantos casos semelhantes que o sucederam são seus frutos. Assim como a notícia de suicídios foi excluída dos noticiários, creio que casos escabrosos como esse também o serão no futuro. Sou até capaz de afirmar, com muito otimismo, que o noticiário policial mudará e praticamente sumirá dos nossos periódicos. As notícias sobre violência terão apenas função social, mostrando seu avanço ou queda, áreas de risco etc., para o cidadão se proteger e cobrar providências do Estado.

Alvaro Vargas Filho

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O jornal e o psicopata – Muniz Sodré

 

VILLAS vs. TEMER
O leitor é que venceu

Serei parcial em meu intrometido julgamento. Se cada qual está defendendo seu quartel, portanto, são ambos parciais. Ou não? Como ser isento quando se defende uma posição? Talvez a melhor avaliação seja pelo empate técnico, pois nessa luta não há vencidos. Sob outro ponto de vista, há sim um grande vencedor: o leitor, privilegiado espectador dessa troca apaixonada de golpes, todos acima da linha da cintura, com a única arma que devem esgrimir os contendores, a palavra. E o fazem muito bem. Torço para que surjam outras batalhas no mesmo nível, como um oásis, a fertilizar o "deserto de homens e idéias" retratado por Osvaldo Aranha, sem muitas alterações em meio século.

Silvio Rubens Meira Prado, Curitiba

 

ORIENTE MÉDIO
Ecoam os aplausos

Ao Luis Milman, sobre o artigo "Caros Amigos e o anti-semitismo", gostaria de dizer que, se ele pudesse, ouviria meus aplausos ainda ecoando pela caixa acústica de seu computador. De todos os artigos e manifestações de repúdio à prática indecorosa dessa revista, esse foi o melhor, mais completo e mais convincente já escrito. Agora, quero ver o que o senhor Arbex Júnior escreverá em réplica/tréplica ou o que quiser [ver nesta edição, seção Jornal de Debates]. Eu só gostaria que esse jornalista, tido como guru para muitos jovens acadêmicos de jornalismo neste país, colocasse uma notinha em seus livros daqui pra frente, dizendo: "Façam o que eu mando fazer nos manuais, não o que vocês vêem eu fazer na mídia, em especial em Caros Amigos. Separem prática da teoria."

Sim, porque é muito bonito ver o senhor Arbex Júnior escrever sobre imparcialidade e dever de ouvir/fazer ouvir os dois lados de uma história. Mas é completamente vergonhoso ser uma estudante de Jornalismo e ler que, nos escritos de quem ensina, não é necessariamente assim. Por que, pergunto a mim mesma, Arbex Júnior é tão tendencioso, tão maniqueísta? A serviço de quem? Luis, meus parabéns por sua coragem em derrubar mitos que certas pessoas nos querem fazer engolir como verdades acabadas.

Cristina Li, São Luís, MA

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Caros Amigos e o anti-semitismo – Luis Milman

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