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OMBUDSMAN
Os novos intocáveis
Acho que em breve será criada uma nova "instituição", que se dará o luxo de criticar os "intocáveis" que exerceram o "ombudsnato". Claro que ser sobrenatural, iluminado e superculto talvez nem exista ainda. Mesmo assim faz-se necessário e urgentíssimo criá-lo, antes que seja tarde demais. É óbvio que estou falando sobre um ombudsman do ombudsman, e nada mais justo (e nem creio que haja alguém mais a favor do que eu) que seja uma mulher.
Geraldo Sales, Juazeiro do Norte, CE
DIPLOMA EM XEQUE
Temidos pelo mundo
Venho reforçar a revolta de Maristela Félix no Caderno do Leitor. Imagine eu, agora no 7º período do curso de Jornalismo, que expectativas terei em relação ao meu futuro, sabendo que meu "canudo" não será um diferencial diante de tantos picaretas livres por aí? Apaixonada pelo curso e por minha futura profissão, só tenho a lamentar por minha teimosia em desejar concluir a faculdade. Se somos comunicólogos, temidos pelo mundo (sem mais demagogias), poderíamos unir forças para alterar a situação que angustia os interessados na recompensa de um esforço que objetiva a preservação da qualidade no Jornalismo.
Cláudia Vasconcelos
Pensar é saudável
Ricardo Mello está de parabéns. Conseguiu acrescentar elementos ao debate, fugir da fogueira de vaidades, fazer uma análise honesta e simples sobre um tema polêmico. Um estudante de Jornalismo como poucos profissionais (com ou sem diploma) que estão no mercado e que se apressaram para criticar sem raciocinar. Ricardo prova que é necessário, prudente e saudável pensar... e não é necessário sequer autorização, registro, diploma, número na delegacia deste ou daquele ministério. Parabéns.
Ewaldo Oliveira
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Hipocrisia e argumentos fracos – Ricardo Mello
JORNALISMO DIGITAL
Má-fé para vender e vender
Proponho para discussão no Observatório a seguinte manchete: "Milene diz que está 'apaixonada' por Zidane". Saiu assim mesmo na capa do UOL no sábado (8/2), com essas aspas esquisitas impostas pelas linhas de programação mal resolvidas. Pois bem, a manchete pertence ao portal Pelé.net e só pode ser lida pelo assinante UOL. Claramente o texto induz ao erro. Imagina-se logo um escândalo para o futebol – afinal a esposa do Ronaldo Fenômeno está apaixonada pelo seu colega de trabalho, Zidane. Quem não é assinante do UOL, como eu, não pôde confirmar a e entender o conteúdo da notícia no exato instante da leitura da manchete, pois o clique me remeteu diretamente para a página de assinatura. Se quer ler, assine, essa é a ordem.
Fui descobrir que a garota se referiu ao belo futebol do jogador (inegável) quando saltei para o portal iG e para outros, internacionais, que inclusive colocaram as brincadeiras do próprio Ronaldo com o colega, dizendo que o seu entrosamento com Zidane é tamanho que ele poderia se apaixonar por ele.
Não discuto aqui o jornalismo fofoqueiro que alguns veículos fazem pois vejo que é chover no molhado, uma vez que as práticas deles não mudam e não mudarão devido as exigências do mercado. Contesto diretamente a indução ao erro de interpretação imposta aos leitores e a invasão direta na vida do casal em troca de alguns cliques a mais e de uma assinatura, que eles acreditam com a fé de um monge, que terão imediatamente. A ética jornalística para os portais, em tese, é a mesma que todos os veículos que têm responsabilidade com a notícia devem usar. Será que o poder financeiro da vida digital está acima disso?
Emerson Luis, São Paulo/SP
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