RUMOS DO JORNALISMO
Só para assinantes
Vamos ver se essa mídia alternativa não se transformará em corporações fechadas com acesso online só para assinantes, como acontece com a Folha de S.Paulo e outros grandes jornais.
Benjamin Ribeiro
Poder de fogo
Quero parabenizar Luciano Martins Costa pelo artigo sobre jornalismo e blogs. Não somente porque abrange, explica e informa realmente sobre o atual quadro "blogueiro", como também porque avalia seu poder de informação no jornalismo. Tenho blog desde que a febre blogueira apareceu. Confesso que é um tubo de ensaio. Falei sobre asneiras no início para testar o poder de informação. Hoje, posso dizer que meu blog, Quarto Poder, está prestes a largar esse rótulo de "afiliado" para se tornar algo bem mais pessoal e informativo/opinativo.
Hoje os blogs estão melhores, as pessoas fazem triagem do que ler na rede, acessam inúmeras ferramentas de informação, de entretenimento ou jornalística. Muitos deixaram de ser copy+paste, muitos aprenderam a usar editores de imagem, muitos mostraram a sua cara, seu poder de fogo. Ate o comunicador Marcelo Tas criou um blog, e também Leo Jaime, entre os "famosos" com blog.
Jorge Lins Torres
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Uma
imprensa mais democrática na rede – Luciano Martins Costa
Poder restrito
Só quem é dono de jornal tem poder de fazer jornalismo, se este for o seu objetivo.
Benjamin Ribeiro
Todos jornalistas
Concordo em gênero, número e grau com a análise de Flavio de Mattos ("Que tipo de jornalista é mais jornalista?"). Repórteres, editores, redatores etc. ou assessores de imprensa – somos todos jornalistas! Naturalmente, alguns mais éticos, honrados e responsáveis no trato da informação do que outros – em ambos os lados do balcão –, mas, essencialmente, jornalistas. Que atire a primeira pedra o jornalista de grande imprensa que nunca "cumpriu" uma pauta, que sempre escreveu o que quis (e nunca teve seu texto alterado – ou, o que é pior, editorializado)!
Susi Aissa
Realidade e conveniência
O tema, efetivamente, foi ferido de modo preciso na matéria do professor Flávio de Mattos: a fronteira entre a informação e a publicidade é transposta com muita freqüência na busca de consolidar-se uma situação de acordo com o interesse a que se liga a direção da empresa que explora o meio de comunicação. Quando Chico Buarque e o hoje ministro da Cultura, Gilberto Gil, na década de 70, compuseram o Cálice – com o qual se fazia o trocadilho em relação ao imperativo "cale-se!" –, quem mandava calar era o governo. Hoje, se existem mecanismos para impedir a censura oficial, tal, entretanto, não ocorre no seio das redações das empresas da denominada "imprensa livre".
Se as assessorias de comunicação social dos governos têm de pisar em ovos para que não seja transgredido o § 1º do artigo 37 da Constituição Federal, que veda expressamente que a publicidade oficial sirva como instrumento de promoção de agentes públicos ou de partidos ou de quaisquer pessoas, os meios de comunicação geridos pelo empresariado privado podem servir como poderosos instrumentos de propaganda, sem qualquer uma das peias postas no aludido dispositivo.
Resta saber até que ponto o compromisso com a veracidade da informação será maior do que o compromisso com a indução de comportamentos desejados. Já me pronunciei neste Observatório sobre a preocupação acerca da forma como as empresas de comunicação trabalham a concepção que seu público tem acerca do que seja informação, embora esta, para elas, não ultrapasse o conceito de mercadoria, a ser vendida à população, que a processará na formação das decisões de cada indivíduo. Que, obviamente, agirá de acordo com o que a empresa disse que a realidade seria, e não de acordo com o que esta, independentemente de qualquer conveniência, efetivamente seja.
Ricardo Antônio Lucas Camargo, advogado em Porto Alegre
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