EXCESSOS E OMISSÕES
Detestei meu obituário
Essa história de obituário pré-fabricado é realmente ridícula. A qualquer momento teremos a publicação antecipada de obituários – se é que não as temos – o que, pelo menos, dará ao futuro defunto a possibilidade de desfrutar de uma situação sui generis: ler no jornal seu próprio obituário. Quem sabe até fazer uma corrigenda. Ou, ainda, redigi-lo de próprio punho. Em termos de autenticidade, não há comparação.
Luiz Paulo Santana, Belo Horizonte
Nota do OI: Em 17/4/2003 a CNN exibiu em seu sítio, por quase meia hora, os obituários de sete personalidades, entre as quais as do vice-presidente, Dick Chaney, e do ex-presidente Ronald Reagan.
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O(s)
falecido(s) – Luiz Weis [rolar a página]
Como uma luva
Essa matéria cai como uma luva para o jornalismo brasileiro. Aqui em Pindorama temos uma rádio que apresenta um jornal onde um dos comentaristas vive dando palpite sobre seguros, quando ele mesmo é representante dessa indústria. Jornais, rádios, televisão, diariamente apresentam comentários opinando sobre a situação das taxas de juros de "economistas" funcionários de instituições financeiras que literalmente faturam milhões diariamente com as taxas de juros.
Há tempos que publicações científicas exigem que os articulistas informem aos leitores sobre seus eventuais (ou nem tanto assim eventuais) interesses financeiros ou de outra natureza, que dizem respeito à matéria que estão publicando. Se não resolve, pelo menos o leitor é informado a respeito. Trata-se, na verdade, do ato de esconder informações relevantes. E também questão de respeito ao público.
Antonio Carlos Monti Mascaro
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Jornalistas
e seus interesses – Monitor da Imprensa
Medo de apurar
"Como admitiu o editor-executivo Howell Raines antes de pedir demissão, Jayson Blair não era monitorado de perto em parte por ser negro."
Isso me faz lembrar o episódio do casal homossexual expulso de um centro de compras em São Paulo. A imprensa caiu em cima dos seguranças do estabelecimento e fez uma cobertura solidária das manifestações contrárias ao ato. Mas algumas perguntinhas ficaram me incomodando. O que o casal estava fazendo? Estava de mãos dadas trocando "selinhos" ou protagonizava uma cena de novela das oito? O shopping tem alguma política contra casais em seu espaço interno, os seguranças agiram baseados em suas próprias opiniões ou agiram porque receberam reclamações de clientes? Casais heterossexuais já foram expulsos de lá? Como se comportam estabelecimentos semelhantes?
A mídia, me parece, ficou com medo de apurar direito este caso. Preferiu puxar a orelha do shopping e ceder seu espaço irrestritamente às manifestações de grupos homossexuais. É prejudicial este medo de ser considerado homofóbico, ou racista, ou preconceituoso de forma geral. Que se defendam as minorias, mas não em detrimento da própria função do jornalismo.
João Ricardo de Mendonça Oliveira, estudante de Jornalismo, Recife
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O
relatório do Comitê Siegal – Imprensa em Questão
O certo é latifundiário
Alguém poderia explicar a razão para alguns veículos da mídia se referir aos proprietários de grandes extensões de terra como "ruralistas"? Em princípio, muitos destes residem em zona urbana. E os trabalhadores urbanos, por acaso, são denominados genericamente de "urbanistas"? E os empregados e agregados dos donos destes meios de produção, deste sistema feudalista, por que não são chamados de ruralistas? Afinal, efetivamente trabalham no meio rural. Já ia me esquecendo, por que os agricultores minifundiários das regiões Norte, Nordeste e Noroeste colonial do RS não são chamados de ruralistas? Está na hora de parar de inventar palavras bonitas, o jornalismo deve se pautar pela verdade e a clareza. Basta usar "latifundiários", que explica tudo.
Jadir Mascarenhas, Vacaria, RS
Expoente esquecido
Gostaria de parabenizar o jornalista Bruno Blecher pelo artigo. Paulistano de nascimento, fiz da agronomia e do agronegócio minha opção profissional, de modo que posso endossar com firmeza as afirmações do artigo sobre o quão desfocada é a visão do urbano sobre o rural. Faço contudo uma ressalva que julgo importante. No último parágrafo, ao citar importantes regiões produtoras, o jornalista menciona o Norte do Paraná. Contudo, no parágrafo anterior, ao tratar da importância da pesquisa agropecuária, citando instituições relevantes como Esalq, UFV, Embrapa e IAC, esquece o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), órgão oficial de pesquisa agropecuária que muito tem contribuído para manter este estado entre os expoentes do agronegócio brasileiro.
Dimas Soares Junior
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A notícia que a mídia não deu – Bruno Blecher