MÍDIA E TRÁFICO
A face podre da maçã
O narcotráfico está censurando a mídia? Na minha opinião, não é questão de censura à mídia. No caso da não-exibição do documentário, penso que os autores têm o direito de vetar a exibição. Mesmo que de forma tardia. Não sabemos os verdadeiros motivos. Pode ser até que os próprios patrões dos morros tenham feito a proibição. No que tange à necessidade de exposição dos métodos de produção da narcoindústria e suas trágicas conseqüências para o desenvolvimento sadio na nação, pergunto: que contribuição as exibições trarão para a solução do problema? Talvez aumentem os níveis de rejeição à droga? Pode até ser. Mas nossas autoridades parecem ainda não ter preparo para lidar com esse assunto. Todo mundo sabe. Mas ninguém faz nada. Nessa área de risco todos têm medo de entrar. Basta lembrar o caso do vídeo do Sr. João Salles. As autoridades brasileiras resolveram interrogá-lo para saber de seu suposto envolvimento com bandidos. Uma total falta de sensibilidade.
Como seria possível mostrar a podridão sem entrar nela, sem se envolver nela de alguma maneira, entrevistando gente do meio? Mesmo assim os caras-pálidas optaram por interrogatório. Sem questionar, por exemplo, que necessidade teria João de participar de algum esquema ilegal para ganhar dinheiro. Não precisa ser muito esperto para saber que dinheiro não é problema para ele. Ele apenas queria mostrar a face podre da maçã.
André de Toledo
Nada de acobertar
Eu acho que esse documentário foi barrado pelo fato de não quererem mostrar a realidade das favelas, mas com certeza seria muito importante que fosse exibido, pois tem muita gente que precisa tomar consciência do que realmente está acontecendo. Nada de acobertar coisas tão graves como essa.
Thaty Brum
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Uma câmera nos becos da favela – Nelson Hoineff
A
censura do crime – Alberto Dines
ONU vs. RFS
Ditadura sem fronteiras
E nesta lista negra de impunidade não estão incluídos executores em massa, como os Estados Unidos, por exemplo? Os "xerifes" do mundo estão acima de leis de direitos humanos? Isso é o que se pode chamar de democracia de fachada, de estupro de direitos humanos, da liberdade de expressão, de informação.
Benjamin Ribeiro
RFS com a palavra
Caro colega Tognolli, infelizmente, por incompetência, não guardei o texto onde li a acusação de que RSF estaria recebendo dinheiro da inteligência americana. Mas isso não desqualifica o fato de que a entidade teve "dois pesos, duas medidas". Contra Cuba agiu de determinada forma – sabemos muito bem como foi –, e contra os EUA – censura oficial, manipulação das informações etc. – agiu protocolarmente. E isso, caro colega, não é "liberou geral". São fatos. Cabe a pergunta jornalística. Por quê? Quem tem que mostrar as razões dessa atitude é a RSF. Com a palavra...
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Dois pesos e duas medidas. Por quê? – Carlos Eduardo Pestana Magalhães
Cláudio
Julio Tognolli responde [rolar a página]
SEPARATISMO & NAZISMO
O leitor tem razão
O leitor Carlos Landini tem razão ao criticar o meu artigo em defesa do direito de editar livros. O estatuto do movimento "O Sul é Meu País" está isento de objetivos discriminatórios. Adicionalmente, um recente comunicado deixa o movimento limpo de dúvida, relativamente a qualquer apoio da sua diretoria a tendências racistas que, por ventura, alguns de seus integrantes venham a demonstrar.
Vale aqui informar que o comunicado em questão denuncia a investida de sítios – estes sim, nazistas – que relacionam o movimento com práticas e discursos nazistas, por meio de links não-autorizados. E ameaça com a expulsão todos aqueles seus integrantes que insistirem em divulgar teorias racistas.
Italo Ramos
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Separatista
não-nazista – Caderno do Leitor [rolar a página]
PENDÊNCIA SUPERADA
Acordo selado
Em 11/9/2002, veiculei nesse sítio de informação de imprensa nota contra o jornalista Levino Ponciano. Algum tempo depois, mantive contato com o referido jornalista, oportunidade em que conseguimos conversar sobre o ocorrido e expor de forma clara e direta todas as divergências existentes entre nós. Com isso, conseguimos esclarecer os aspectos de nossa dissonância, chegando a um consenso em relação a todas as pendências existentes, conforme consta no acordo por nós firmado para o término de todas as ações judiciais e procedimentos administrativos propostos por um e por outro. Assim, solicito a V.Sas. que publiquem a referida informação – da mesma forma que foi publicada minha nota de 11/9/2002 – para que não haja dúvida sobre a composição amigável havida entre mim e o Sr. Levino Ponciano. Grato,
Moacir Assunção