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SERVIDORES PÚBLICOS
Imprensa livre?

Gostaria de saber por que a mídia, falada e escrita, nada menciona sobre a greve dos servidores públicos. Será porque tem ameaça do governo federal de não gastar com publicidade caso divulgue alguma coisa? Pois o INSS está parado, as universidades federais de todo o país estão em greve, a Justiça Federal está em greve, o mesmo com o Ministério do Trabalho; o Banco Central está fazendo paralisações diárias de duas a quatro horas em diversas capitais. Isto é imprensa livre?

Francisco Fernando de Barros Júnior, inspetor do Banco Central

 

Você sabia da greve?

Há quase três semanas as universidades federais de todo o Brasil iniciaram movimento de greve a fim de reivindicar o básico. Nossos professores não têm reajuste salarial há sete anos, e com razão decidiram pela greve. Mas mesmo com o movimento organizado e mesmo com todos esses problemas acontecendo estamos sendo ignorados pela mídia. Não ocorre nenhuma cobertura com relação a essa situação. Sequer saiu uma notinha na última página de algum jornal.

As universidades federais do Brasil sobrevivem em estado precário. Estamos perdendo nossos melhores professores por falta de incentivo governamental. Não temos equipamentos básicos – não computadores e máquinas, e sim professores. O que pode ser considerado mais básico para um sistema de ensino do que professores e alunos?

Natalia Braguez de Paiva, aluna de Letras da UFRJ

 

Capítulo tenebroso

Os veículos de comunicação que dedicaram horas ao "caso Silvio Santos" devem dedicar-se também à greve das universidades federais. Estamos vivendo um capítulo tenebroso da história do ensino público brasileiro. Os docentes das instituições federais estão há sete anos sem aumento. Há um grande déficit de servidores, tendo em vista que não há contratação de novos funcionários para substituir os aposentados. Os prédios de muitos institutos, como o do IFCS, representam um risco para alunos e funcionários. Infelizmente, vive-se a política do blecaute do ensino público de qualidade.

Essa política para as universidades federais é "explicável", num país em que em cada bairro brotam instituições particulares. Além disso, nessa pátria não tão gentil, não se valoriza o intelecto de uma pessoa, mas seus atributos físicos.

Quando os professores ocuparem a posição de personagens principais na história desse país, talvez o Brasil encontre o seu "happy end". Talvez deixemos de ser o "país do futuro" para sermos o país do presente.

Thais Regina Seimetz Andrade, aluna da UFRJ

 

BASE AMERICANA
Mídia evita o tema

Perguntar não ofende (segundo certas tradições): por que a imprensa não dá nenhuma nota sobre o acordo de aluguel da base de lançamento de foguetes em Alcântara, Maranhão, que para alguns fere a soberania nacional.

Guido Palmeira



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