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PALAVRAS PROIBIDAS
Nanica, burra e subserviente

Bom artigo, deveria ser lido pela nossa "mídia" subdesenvolvida, nanica, subserviente e muito, mas muito burra mesmo.

Claudio Alonso

 

Supressão de jornalista

Lamentável o texto do senhor Luis Weis sobre a recente postura editorial da emissora BBC. Da mesma forma que esta suprimiu o ambíguo termo terrorismo para se referir aos acontecimentos dos últimos meses, ele deveria ser suprimido do quadro de jornalistas que contribuem para este Observatório em nome de um jornalismo sério.

Antonio Holzmeister Oswaldo Cruz

 

Não à retórica de Bush

Caro Luis Weis, concordo com parte de seu artigo, mas devo dizer que, entre a legenda da BBC ("Strike on Afghanistan") e as da CNN ("America's new war", "War against terrorism" etc.), não tenho dúvida de que a primeira é muito mais adequada para as cenas diárias de bombardeio americano sobre uma população civil inocente e tão miserável.

Creio que ninguém seja louco o suficiente para dizer que o que aconteceu em 11 de setembro no WTC não foi terrorismo, mas daí a reproduzir a retórica do Bush como título de matéria vai uma distância maior que daqui a Kandahar.

O que dizer das matérias que adotaram os títulos "Justiça infinita" e "liberdade duradoura", obras de algum gênio do Pentágono, para falar da guerra?

Bernardo de Mello Franco

 

A palavra da BBC

O site do Observatório publicou um artigo recentemente do Sr. Luiz Weis em que ele comenta normas editoriais da BBC em relação ao termo "terrorismo". Como o texto se refere a uma exposição de um representante da BBC em uma recente conferência em Barcelona e, por conter algumas imprecisões, gostaria de aproveitar a oportunidade para informá-lo sobre a nota publicada pela BBC na época:

"A BBC sempre usou a palavra "terrorismo" com muito cuidado já que ela pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes em locais diferentes. Porém, a palavra não é totalmente proibida.

A audiência internacional do Serviço Mundial da BBC espera um noticiário imparcial e confiável, preciso e editorialmente independente.

Sua credibilidade e sua posição como o serviço de comunicação internacional mais respeitado do mundo poderão ser consideravelmente minadas caso audiências internacionais notem uma tendência a pender por um dos lados envolvidos na notícia. Termos neutros são essenciais para isso. A palavra "terrorista" pode indicar julgamento de valor em partes do mundo onde não exista um consenso sobre a legitimidade de grupos militantes.

Na realidade, o Serviço Mundial usou, em alguns momentos, a palavra "terrorismo" em relação aos atentados em Nova York.

Espero que as informações acima possam ser úteis para o debate entre os profissionais de imprensa. A base do jornalismo da BBC – reiterada no Serviço Mundial – é a isenção e a ausência de opinião através de seu conteúdo editorial. A análise está presente e é um elemento básico de nossa cobertura, mas a opinião sobre o que está certo ou errado, ou sobre quem deve ser culpado ou não, cabe ao ouvinte, telespectador ou usuário da internet. Para os leitores e ouvintes brasileiros, esta abordagem pode ser observada na prática através dos programas de rádio da BBC para o Brasil e do site da BBC Brasil na internet: <www.bbcbrasil.com>, que também utilizaram, quando necessário, a palavra "terrorismo".

É importante lembrar, também, que as normas sobre o uso da palavra "terrorismo" são parte de uma série de normas editoriais muito mais amplas da BBC adotadas muito antes dos ataques de 11 de setembro e que contribuem para o fato de o Serviço Mundial da BBC ser o serviço internacional de rádio com mais ouvintes – 153 milhões – em todo o mundo e um crescente número de leitores na internet.

Lucio Mesquita, Diretor, BBC Brasil

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ENTREVISTA COM O PRESIDENTE
Tudo preso na garganta

Devo dar os meus aplausos a essa matéria. Foram colocações que muitos brasileiros têm presas na garganta. Às vezes, ou melhor, muitas vezes duvido de que nosso país seja governado por um homem doutor em Sociologia, antes membro de uma universidade tão respeitada desse mesmo país e que tem a coragem de dizer publicamente que os aposentados são vagabundos e que somente aquelas pessoas sem qualquer qualificação é que terão, no fim, de se dedicar ao magistério. Boa também foi a matéria de uma professora em resposta a este último "pronunciamento excelentíssimo" publicada na Folha de S.Paulo do dia 2/12. Desde já os meus respeitos a essas tão bem colocadas palavras.

Vanessa de Souza Góes, geógrafa da Unesp, Rio Claro, SP

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Palavras, palavras, palavras – Muniz Sodré


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