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GAZETA MERCANTIL
Os jornais precisam do governo

Apesar de tomado pela angústia e já com saudosismo do importante noticioso Gazeta Mercantil, reúno aqui minhas forças para concordar com o artigo de Adalberto W. Marcondes sobre o esgotamento do modelo administrativo dos jornais brasileiros. Principalmente dos noticiosos do interiorzão do país que, com seus jornalistas abnegados, ainda são o único meio de levar a comunicação escrita ao público leitor. Como diretor e editor de um pequeno diário na cidade de Sobral (CE), venho sentindo na pele as imensas dificuldades de tocar um projeto jornalístico no sertão nordestino. Nesse sentido, cabe a pergunta: será que não está na hora de o governo fazer a sua parte no que ser refere ao financiamento de empresas jornalísticas, assim como fazem com bancos e empresas aéreas, já que os jornais são responsáveis pelo cumprimento da norma constitucional que garante à sociedade o direito de informação?

José Ricardo Ponte Martins

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O esgotamento de um modelo – Adalberto W. Marcondes

 

ATLÉTICO MG VS.GRÊMIO
Um vexame, duas versões

Qual é o motivo que faz com que a imprensa sempre tente minimizar os fatos com a clara intenção de proteger seus "mais iguais"? Esta notícia, que foi retirada do site da RBS, omite os fatos, ou detalhes, que o site do Estado de Minas relatou.

RBS

"Grêmio se envolve em confusão após derrota para o Atlético-MG

Como se não bastasse a goleada sofrida para o Atlético-MG por 3 a 0 e a conseqüente desclassificação do Campeonato Brasileiro, o Grêmio se envolveu em dois incidentes no hotel onde ficou hospedado, em Belo Horizonte. Tudo após a partida. O episódio mais lamentável envolveu o técnico Tite (foto). De acordo com o repórter Álvaro Damião, da Rádio Itatiaia, da capital mineira, enquanto os jogadores do Grêmio jantavam, um torcedor, que não foi identificado, provocou o grupo gritando "Galo". Irritado, o treinador teria agredido o homem que, para se proteger, correu para o carro, tendo o automóvel amassado por pessoas ligadas ao tricolor. Nesta quinta-feira, a direção gremista confirmou ao repórter Luis Henrique Benfica, da Rádio Gaúcha, que houve desentendimento com um torcedor. Porém, desmentiu que tenha ocorrido agressão, admitindo apenas um forte bate-boca com o técnico, que exigiu do torcedor um pedido de desculpas por ter invadido a área destinada ao Grêmio. Seguranças do hotel tiveram de intervir antes que a situação se agravasse.

No outro caso, Danrlei discordou de uma conta telefônica que estava sendo cobrada e acabou discutindo e ofendendo o recepcionista do hotel. O goleiro precisou ser acalmado para não partir para a agressão."

Estado de Minas

"Confusão e briga no hotel do Grêmio

A derrota para o Atlético por 3 a 0 e a eliminação do Brasileirão não foram as únicas chateações que o Grêmio sofreu na noite de ontem. Após o jogo, já no Hotel Ouro Minas, no bairro Cidade Nova, onde a delegação gaúcha estava hospedada, os jogadores protagonizaram cenas que não deveriam fazer parte do universo esportivo. Tudo começou quando um torcedor, ainda não identificado, entrou no saguão e gritou "Galo!" para a delegação gremista. Os ânimos ficaram exaltados e Tite, treinador do time gaúcho, partiu para cima do suposto hóspede atleticano, jogando o próprio prato que estava jantando no rosto do corajoso engraçadinho. Os jogadores se juntaram ao técnico e agrediram o torcedor, que encurralado, não teve alternativa e tentou fugir de carro. Insatisfeitos com a agressão, os jogadores do Grêmio ainda atingiram e danificaram o automóvel com pontapés.

Mas a noite era longa. Mais tarde, de madrugada, o goleiro Danrlei se envolveu em outra confusão. O jogador chamou uma garota para ir ao quarto dele, mas a recepção do Hotel Ouro Minas não permitiu a entrada da convidada. Danrlei não gostou e discutiu com o recepcionista alegando que tinha dinheiro para pagar o que quisesse e que o hotel não sabia que ele era o famoso goleiro do Grêmio. A direção do Hotel Ouro Minas, um dos mais luxuosos de Belo Horizonte, não quis dar declarações sobre a briga entre os jogadores e o torcedor, mas apoiou a decisão do recepcionista de barrar a entrada da convidada do goleiro."

Cesar Cárdia


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