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VENEZUELA
Imprensa golpista, de novo
São incríveis as manchetes sobre os protestos na Venezuela. Mais incrível ainda é verificar que os protestos a favor do presidente Hugo Chávez (organizados pelos pobres) nem sequer são noticiados, ou ocupam apenas uma linha do noticiário. Na minha opinião, isso se deve a um mix de coisas, entre elas, a sandice dos donos de mídia (praticamente todos de extrema direita), e a ingenuidade de determinados jornalistas, que são, como qualquer cidadão, pessoas comuns daquele país; mas apóiam inconteste, seus patrões.
Mas, se isso se resumisse somente aos jornalistas venezuelanos, eu até que compreenderia, mas e a imprensa internacional? Assecla dos direitistas. Infelizmente qualquer governo de esquerda que queira se instalar na América Latina vai ter que enfrentar esses Golias do neoliberalismo e do capital. Seria pura coincidência o fato de a CIA estar "preocupada" com os caminhos adotados por Chávez? Será que o fato de a Venezuela ser o terceiro maior exportador de petróleo para os EUA não tem nada?
É uma pena que não se veja que Chávez está fazendo um governo popular, para os pobres, para os índios. Qual seria o motivo de a classe média sempre, em qualquer país, querer derrubar os governos populares? Será que a classe média não percebe que está sendo manipulada pelos ricos, pela chamada elite, que os usa como aríete na pretensa derrubada do governo de Chávez? E o nosso socialista FHC, esteve lá, como esteve Fidel, apoiando Chávez e o exortando a continuar com as reformas agrária, fiscal e de governo? Não, claro que não... Infelizmente, meus amigos, um governo que queira resolver os problemas de nossos sofridos povos da América Latina terá de se ver com um enfurecido FMI, com a CIA e com seus comandados no mundo inteiro...
Que pena que tenha de ser assim. Uma Argentina não basta para a América Latina perceber que o caminho do capital puro é errado? Amargamente, a classe média portenha percebeu que o FMI e os governos de elite estavam errados, que só queriam o benefício próprio. Amargamente a classe média percebeu que fora usada descaradamente. Mas agora, meus amigos, é tarde demais, não é? E nós, do Brasil, vamos acordar a tempo?
Marcelo Marcengo
GEOGRAFIA GLOBAL
A baixada é santista
O desconhecimento da geografia do Brasil por parte de um jornalista é grave, pois demonstra falta de conhecimento sobre a complexidade de nossa sociedade que o estudo da geografia e da história ajudam a desvendar. Quando o desprezo à geografia é parte integrante da postura editorial de um veículo de comunicação é preocupante. É o que ocorre com a Rádio Jovem Pan AM de São Paulo.
Todo feriadão quando os paulistanos fogem para as praias, principalmente pelas rodovias Anchieta e Imigrantes com destino principalmente às cidades de Guarujá, Santos, São Vicente, Praia Grande e também do litoral sul do estado, os repórteres da emissora dizem que os veículos vão em direção à "baixada paulista". Ocorre que o termo baixada paulista não existe e sim, Baixada Santista.
Se os editores do Departamento de Jornalismo da rádio consultassem qualquer compêndio de Geografia do Brasil saberiam que a planície costeira do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul apresenta diferentes características, ora é interrompida por costas altas e abruptos terrenos cristalinos (próprio do litoral norte de São Paulo) ou em forma de baixadas: Fluminense (RJ), Santista e de Iguape (SP) e Paranaguá (PR) ou em forma de baías, restingas e lagoas.
Calcada num jornalismo provinciano, a Jovem Pan deixa de lado a boa informação sabe- se lá em nome de que, pois não há justificativa para tão clamoroso erro de geografia. Enquanto a imprensa brasileira confundir as capitais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, trocar Baixada Santista por paulista, não há justificativa para queixas quando a imprensa internacional troca o nome da capital brasileira por Buenos Aires.
Rogério Barreto Brasiliense, morador da cidade de Santos, na Baixada Santista
Educação não preocupa
Somente com educação nosso país sairá da situação em que nos encontramos. E a educação é o que menos preocupa nossas lideranças políticas. Como professor de Geografia, sabendo por experiência que nossos alunos não valorizam muito o conhecimento, vejo nesse grande lapso da Globo menos alternativas para melhorar a situação. O que me entristece é ver a população aplaudir a Globo), sofrer e achar que tem que continuar assim mesmo.
A solução para nosso país, quem sabe, é que acabemos com os politiqueiros, com a malandragem, com a falta de caráter e principalmente, com alguns meios de comunicação que manipulam, marginalizam o telespectador. Que a Globo respeite mais nosso país, valorizando mais a educação e principalmente a geografia.
Gilmar Nascimento
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