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BIG BROTHER BRASIL
Bacanais de Roma

Sobre o artigo do Sr. Fernando Neto, "Promíscuos e felizes sob a ponte" [ver remissão abaixo], o BBB está atingindo proporções de epidemia, o que nos convida a uma espiadela. Classificar o programa de "ruim" é elogio. Chega a ser um espetáculo patético. Os índices de audiência que estão sendo divulgados impressionam, e nos remetem a uma reflexão: que rumos está tomando a nossa sociedade? Que tipo de emoção sente um ser humano ao assistir a cenas de tamanha promiscuidade?

Muitas vezes nos deparamos com observações do tipo "na tevê só tem porcaria", "a tevê só mostra bandalheira", "a tevê isto, a tevê aquilo". Particularmente, entendo que não há nada de errado com a tevê. Como um comércio, vende o que lhe é demandado. Se o Ibope está alto indica que o povo está gostando. Assim, comparo a tevê a um termômetro, que mede o grau de degradação da sociedade.

A sociedade está doente. E percebe-se uma tendência de alastramento da multidão de alienados que idolatra esses monstrengos idealizados e levados ao ar. Estaremos retornando à era dos bacanais de Roma?

Lauro Dessoy, Brasília

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Promíscuos e felizes sob a ponte – Fernando Neto

 

Boicote geral

Quem leu a revista Época de 4/2 (com Patrícia Pillar na capa, e não posso negar que a matéria foi muito bem-elaborada) viu mais uma prova de que nossa mídia ainda caminha a passos curtos, como uma criança que acaba de aprender a andar. A matéria, intitulada "Um início triunfal" é a prova disso. Vou tomar a liberdade de utilizar alguns trechos da matéria, consciente de que se minha formação no Jornalismo se concretizar, acabo de, no mínimo, fechar as portas desta editora para mim.

"Três meses depois do duro golpe que sofreu com o lançamento, pelo SBT, do programa Casa dos artistas', a Rede Globo deu a volta por cima com sobras e sem grande estilo. Na terça-feira, a emissora estreou o Big Brother Brasil (...). Era grande a expectativa pela estréia, pois um fracasso poderia acentuar a aparente vitória da TV de Sílvio Santos no formato reality show. Mas o BBB, como está sendo chamado, superou as previsões. No primeiro dia, o programa atingiu 57 pontos no ibope, com média de 49 pontos, superior aos 46 do último dia de exibição da Casa (...). No dia seguinte, a média subiu para 53 – prova de que a atração cativou a audiência."

Depois de explicar como funcionam as regras da casa, a matéria diz: "A trupe lembra crianças de uma escola num recreio que não tem hora para acabar.(...) O que a Globo, famosa pelo seu padrão de qualidade que dribla excessos comuns na concorrência, vai ou não mostrar é o primeiro mistério do BBB."

Não bastassem tais frases infantis, há dois depoimentos que corroboram a encomenda. ‘Eu não assisti ao BB ainda. Não vi e não gostei. Igual ao nosso programa não vai ter’, disse Taiguara, um dos participantes da atração do SBT. Outro da trupe de Silvio Santos, o ator Alexandre Frota, achou ‘morno’. A ciumeira também está no ar."

Sim, os editores da Época tiveram o dom de escrever tal matéria, como se fossem estagiários de uma escola de quinta categoria. Isso não é novidade. Mas não custa nada reclamar de novo; deixar claro que não é correto que sejamos joguetes na mão de pessoas toscas e mesquinhas, que fazem tudo para ganhar um tostão a mais e se achar vencedoras. Eu não vou propor uma ação a quem está lendo esse artigo. Mas farei a minha parte: eu estou boicotando o Big Brother Brasil, assim como vou boicotar a Casa dos artistas 2a

Tatiana Santos

 

Será que conhecem Orwell?

Gostei das observações de Marinilda Carvalho a respeito do avanço na TV de tais programas, cada vez mais deprimentes. O que eu gostaria de saber, atendo-me ao badalado Big Brother Brasil, é se algum dos produtores, apresentadores, participantes, admiradores e voyeurs seria capaz de dizer o porquê (a origem) do nome pespegado ao programa. Ou mais, se já tiveram conhecimento da existência de George Orwell – a esta hora, pelo abuso, desejando escapar do túmulo e cobrar maior responsabilidade dos que se apossaram de sua genial criação.

José Maria Leitão

 

Muito chato!

O pior é que esse Big Brother é muito chato! Está insuportável assistir à TV Globo. Tem BB até no intervalo do jogo do Brasil, e durante a transmissão o Galvão Bueno fala o tempo todo sobre ele, além da propaganda na beira do gramado. Durante o Fantástico, o jeito foi mudar de canal!

Halley Alvim

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