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DIPLOMA EM XEQUE
Quanta sabedoria!
Caro professor Nilson Lage e colegas de OI: posso até não concordar com todos os argumentos apresentados para a defesa do diploma (apesar de tudo, em última instância, o que temos na maioria das universidades é simplesmente uma fábrica de habilitações obrigatórias – ou seja, há uma grande diferença entre um bom curso universitário, que são poucos, e a maioria, que é muito ruim, mas o diploma, é praticamente o mesmo).
Contudo, queria deixar aqui registrada a minha admiração pela clareza das idéias defendidas pelo professor. Morro de inveja e espero, se Deus quiser e apesar de ateu, um dia chegar lá! Um privilégio para todos nós do OI podermos contar com esse nível de contribuição.
Antonio Brasil
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ENSINO & PROVÃO
Jornalista com jeito de político
No fim do ano passado tive uma "agradável" surpresa: uma das minhas aulas em meu penúltimo semestre do curso de Jornalismo seria substituída por uma aula para o provão. Fiquei sinceramente abismado, questionei o professor se o objetivo da faculdade era formar profissionais competentes ou "amestrar" os alunos para garantir um bom conceito no Exame Nacional de Cursos. O professor me olhou com uma cara entediada e disse que eram normas que ele deveria cumprir.
Uma colega de sala declarou: "Você só sabe criar polêmica, que saco". Fiquei impressionado com a atitude de uma aluna de Jornalismo que simplesmente prefere deixar tudo como está e pegar o diploma na mão. E eu me pergunto: o que estes alunos de Jornalismo farão com o diploma na mão? Jamais poderei confiar num profissional que nem sequer tem paciência para levantar a voz e pedir por um ensino mais digno. Sim, pois a proposta é treinar os alunos de Jornalismo para fazerem o provão sem se importar com conteúdos práticos ou outros conhecimentos que poderiam enriquecer os alunos e torná-los melhores profissionais.
Lembro-me do ensino que recebi no primeiro ano da faculdade, em 1998. Era a primeira prova que fariam os formandos de Jornalismo. Ainda não havia o clima de tensão sobre cancelamento do curso, e os professores ainda ensinaram que é necessário contestar e procurar o melhor e, ainda, que os jornalistas têm pesada responsabilidade social, pois é seu dever informar clara e imparcialmente os fatos de interesse da sociedade.
Porém agora não encontro mais aulas deste tipo na faculdade, todas as atenções se voltaram para o conceito do provão e não importa a qualidade do profissional, desde que ele tenha assimilado conteúdo suficiente para elevar o conceito da universidade. Parece que, se dependermos da minha faculdade, caminhamos para um jornalismo com profissionais tão interessados no bem-estar social quanto os políticos que nos governam.
Percio Villoslada, 4º ano de Jornalismo da Universidade de Mogi das Cruzes, SP
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