EXAME
Turismo a qualquer custo?

Gostaria de comentar a matéria de capa da revista Exame desta semana. A extensa reportagem se caracteriza basicamente (já que apenas algumas poucas linhas mostram o outro lado da moeda) pela apologia da exploração do turismo no país. O texto, acrítico (na melhor das hipóteses), defende o negócio do turismo como uma fonte de recursos econômicos que começa a ser explorado no Brasil. Nada contra a abordagem feita pela revista quanto aos aspectos econômicos relacionados com a atividade turística.

No entanto, a matéria adquire um caráter marcantemente tendencioso ao deixar de apontar os problemas sociais e ambientais ocasionados pela exploração do turismo em massa, como a degradação ambiental gerada pela construção de estradas, grandes hotéis, aeroportos etc., e com a exploração inescrupulosa de alguns (vários) empresários que vêem o turismo unicamente como um investimento financeiro lucrativo, sem importar-se com os problemas sociais e ambientais que possam ocasionar.

Jornalisticamente, a matéria poderia ter sido muito melhor, mas por outro lado, por tratar-se de uma revista de assuntos econômicos, nos serve de alerta e/ou "paradigma" se a considerarmos o reflexo do pensamento dominante entre os empresários brasileiros no que se refere à preocupação com os aspectos socioambientais.

Isso me leva a crer que para podermos ter uma visão mais ampla (e imparcial) sobre o tema em questão deveríamos ler, além dessa revista, várias outras que tratassem o tema de forma crítica para podermos conhecer os vários lados da questão. Afinal, o leitor é quem deve buscar enxergar o que há por trás dos interesses das reportagens publicadas. Será que a grande maioria dos leitores de Exame se daria a esse trabalho?

Infelizmente, penso que não.

José B. Silva



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Transparência Ltda.

Já que "posso" quero aproveitar para tecer meus comentários pertinentes ao caso.

1) O iG, que deve ter aproximadamente 2 anos, foi vendido há 3 meses à Telemar, correto? Quando comecei a utilizá-lo, sua velocidade de transmissão era sempre superior a 50.000bps, e agora esta velocidade baixou para no máximo 33.600bps.

2) Ora, é sintomático e muito transparente esta situação, pois, ao passar às mãos da Telemar é claro que a nova dona quer faturamento de uma forma ou de "outra" – leia-se tempo de permanência do usuário conectado às linhas da Telemar (gastando) os preciosos pulsos.

3) Recentemente, o iG vem anunciando um novo serviço 3 vezes mais veloz que o normal, tudo muito sintomático e transparente, é obvio. É de se perguntar: será ético e/ou permitido este tipo de monopólio de dois serviços que se completam, pois um não funciona sem o outro? Acho que há algo de podre no ar. Como usuário e cidadão, cumpro o dever de pelo menos "espernear" antes de ser engolido. Fraternalmente,

Augusto Noronha



Matinas Suzuki Jr. responde

1) O iG tem 1 ano e três meses;

2) A venda do provimento de acesso do iG ainda está em fase de negociação com a Telemar, não tendo sido concluída até esta data. Uma eventual falha de operação é de responsabilidade exclusiva do iG, que está pronto para prestar qualquer esclarecimento ao missivista;

3) Quem está oferecendo os serviços para o iG3 é a Telefônica de São Paulo, concorrente da Telemar. Matinas Suzuki, vice-presidente de Conteúdo do iG



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