14/05/2003 6/8

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MÍDIA & VIOLÊNCIA
Pergunta boa

"Mas a troco de que a mídia abre tantos holofotes para Garotinho?" Para Garotinho e outros tantos temas que ignoram a responsabilidade social da imprensa. Quanto mais me aprofundo nas questões do jornalismo (e este sítio é ótimo instrumento), mais se avolumam perguntas. As respostas são muito raras...

Tô cansada de ouvir a imprensa dizer que X não é notícia. Tipo: notícia boa não é notícia; ausência de caso de seqüestro no Rio devido à competente ação da DAS não é notícia. As próprias fontes já incorporaram este bordão. Todos dizem saber o que não é notícia. Mas se for lixo, se for superficialidade, se for intriga, se for politiquice, aí, pode crer, dá-lhe suíte!

Marcia Savino, assessora de imprensa da Firjan em Nova Friburgo, RJ

 

Prática antiqüíssima

Sobre o artigo "Como plantar notícias", de Leonel Kaz: lembrei-me de Nelson Traquina, estudioso, no livro O estudo do jornalismo no século XX, editora Unisinos, 2001. Ele escreve que em Portugal a "plantação" tem nome de pseudojornalismo. É quando os lados trabalham de forma evidente para puxar a sardinha para si. Essa prática é antiqüíssima, portanto, bem anterior à academia e ao mercado de jornalismo. No dia-a-dia exercemos a prática da "plantação". Porém, plantação não é mentira. É exagero, é intensidade no enfoque. No dia-a-dia é uma coisa, tem um nível de repercussão, mas na mídia é outra coisa.

Gibran Luis, Cuiabá

 

Só pode ser petista

Não conheço o jornalista e professor Leonel Kaz. Em seu artigo "Como plantar notícias" deixou transparecer que não está muito preocupado com as soluções e implicações da onda de criminalidade que assola todo o país, mas que o Rio de Janeiro foi, mais uma vez, escolhido para ficar na vitrine de tudo que não presta no Brasil. Ele parece, sim, muito preocupado (muito preocupado, mesmo!) com as aparições do secretário de Segurança e ex-governador Garotinho. Só por este aspecto, e mais o modo irado com que se refere ao secretário, posso arriscar dizer tratar-se de um petista irrecuperável. Esta ira desmedida que promulga a inconseqüência não ajuda em nada na solução dos problemas. E as opiniões se tornam estéreis. Coitados de seus alunos.

Paulo Roberto

Leia também

Como plantar notícias – Leonel Kaz

 

Depois não reclamem

A nova empresa de celular Oi apresenta uma propaganda grosseira na TV. Os pais conversam no sofá sobre as vantagens de poder falar mais pelo celular para dizer uma porção de bobagens que só os apaixonados sabem dizer, enquanto seus filhos, em uma mesa próxima, fazem pouco do nhénhénhém dos dois pombinhos. A grossura vem no fim, quando a filha, com cara de bruxa, joga uma escova de cabelos na cabeça da mãe, que não faz nada, parece achar tudo normal. Depois, ficamos sem saber de onde vem tanta violência em nossa sociedade!

José Renato M. de Almeida, Salvador

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