MÍDIA & GOVERNO
Banestado e esquecimento
A imprensa fala muito do MST e das invasões, que acho muito justas. Mas esquecem de falar dos 30 bilhões mandados para fora através do Banestado. Há muita gente envolvida, gente grande, do PFL (Partido dos Fora-da-Lei). Vai cair no esquecimento. Foram 40 anos de desmandos, e só saquearam o país.
Juracy Maca
Apenas oba-oba
Esta mudança súbita do rumo da reforma mostra o oba-oba de que a imprensa está participando, negando acesso aos críticos. Escrevi mais de 10 artigos para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, todos ignorados. A imprensa ignora que esta reforma está sendo feita açodadamente, sem base técnica. Ouvi esta semana na CBN entrevista com o prefeito de Mariana Pimentel, no RS, que tinha ido a Brasília pedir, com outros, mudanças da legislação do ISS, principal fonte dos municípios, para incluir as categorias que estavam de fora. Na visão dele, não haveria aumento de carga tributaria, só se aumentaria o número de contribuintes. E a arrecadação dobraria.
O que pensa esta gente do que seja carga tributária? Quando se pede há anos que os impostos sejam mais bem distribuídos, ou seja, que se cobrem de todos e se diminua daqueles que estão sobrecarregados, querem manter o arrocho e dobrar a arrecadação, justamente o aumento da carga tributária geral. E o repórter que entrevistava achou normal! Mais dinheiro fora da economia produtiva para ser enterrado na área pública, aquela que não gera riqueza para o país. Lula se vangloriou lá fora de ter detido a derrocada da economia. Mas a derrocada foi provocado pela sua eleição, não havia nenhum outro fator econômico além deste. Quando a economia viu que ele era outro, se estabilizou, só ficamos mais pobres e aumentou a fome e o desemprego no país. Noticiou-se também que Lula fez reunião com a imprensa para convencê-la a defender as reformas, para passar de formadora de opinião a propagandista do governo! Pode uma coisa destas?
Paulo Bento Bandarra
Poupem o Lulinha
Não votei no Lula justamente por ser ele inculto, meu receio era que ele se tornasse um populista como Getúlio ou Juscelino, ou mesmo Perón. Felizmente isso não aconteceu, confesso que não sei por que, mas o que é certo é que ele soube escolher uma equipe de governo, encabeçada por Meirelles (a eminência parda), que é o que poderia encontrar de melhor no cenário internacional. Palocci é um intelectual de primeira linha que conheceu bem o veneno socialista, ele sabe como lidar com as "cobras"; José Dirceu comanda o PT com mão-de-ferro. Assim constituído, o governo não sente falta das filigranas literárias tão ao gosto de certos intelectuais.
Marx e Lênin eram intelectuais, e acabaram produzindo aquilo que se sabe. Por isso convido o prezado jornalista a procurar compreender melhor o Lulinha.
Regis Baldino
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BBC NA MIRA
Poupem-nos!
Antes de passar a corda no pescoço da BBC, os políticos britânicos deveriam tentar ser um pouco mais realistas e encarar algumas coisas de frente: depois de jogar-se aos pés de Bush e correr para a descarada invasão – e agora ocupação – do Iraque, que opinião queriam que se tivesse a respeito deles? Que deixem a BBC em paz. Muito antes da "guerra" (leia-se, sempre, "invasão" e "ocupação"), milhões de pessoas já haviam percebido as verdadeiras intenções norte-americanas e inglesas, e já haviam deplorado o apoio dos governos espanhol e italiano, principalmente. Se a BBC não tivesse dito uma palavra a respeito não faria nenhuma diferença. Há muito boa parte da população mundial já percebeu os interesses sobre os estratégicos territórios da região e sobre o petróleo árabe. Poupem-nos!
Romilda Raeder
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OI NA TV
Mais contracultura
Na tampa. E acho que vale para a turma toda que escreve nesta tribuna. É valido criticar, sem dúvida. Mas podemos abrir um espaço para divulgar a imprensa que anda na contracultura. O velho provérbio do "falem mal ou falem bem mas falem de mim" cai como luva para o que estamos fazendo com a melhor das intenções. O Armazém Literário é uma ilha no meio desse oceano de críticas à imprensa hegemônica, que nada muda em decorrência das críticas e só se serve dessa popularidade.
Cláudia Rodrigues
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A VOZ DO BRASIL
Banho de técnica
Gostei do artigo do Rodrigo. É inegável a importância da mídia rádio e também da Voz do Brasil, embora não a ouça. Acho excelente a proposta de dividir a transmissão em partes. Ganhariam as emissoras e o governo, pelas razões já apontadas, mas ganharia, principalmente, o ouvinte que, além de não ter de suportar, ou desligar o rádio, uma hora contínua de um programa que parece uma múmia, ainda poderia se manter informado de modo menos maçante. Agora, é preciso que os produtores do dito programa tomem um banho de técnicas modernas de comunicação para que o programa se torne minimamente "escutável". Acho que com uma boa produção muita gente ouviria o sem traumas.
Renato Batisteli
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