15/07/2003 6/9

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LEITURAS SEMANAIS
Confusão geral

Quando eu li a crônica do Mainardi eu entendi que ele estava desancando o nosso glorioso presidente... Entretanto, parece que o articulista assim não entendeu. Eu também não entendi o articulista. Será que ele foi constituído defensor de escritores supostamente atacados? Por que ele tomou as dores do Zuenir? Por que não defendeu a Joana Prado? Esta sim, ao meu ver, merecedora de qualquer defesa. Até de ataques inexistentes. Como aliás parece ser o caso. Realmente não entendi...

Jackson Fullen

 

Questão de gosto ou de foro

Quanto aos textos do Sr. Diogo Mainardi: à época em que se referiu ao produto do Barroco Mineiro como o símbolo de uma arte decadente e ridícula, própria de escravos incultos – numa clara demonstração de racismo "blasé" –, na edição de 27 de junho de 2001, enviei à Veja uma carta que, ao fim, não foi publicada. Com efeito, o referido colunista reprovava o Barroco Mineiro por considerá-lo típica manifestação de uma arte inferior, própria de escravos (ele não deve sequer ter ouvido quando era criança uma fábula de Esopo – que era escravo). O debate não se volta, apenas, a uma questão de gosto que, evidentemente, seria de foro íntimo, mas sim a uma questão maior, que é a de aumentar o sentimento de inferioridade da colônia para esta se convencer de que o melhor é submeter-se à metrópole e, ao depois, ter escorraçados (ou literalmente massacrados) os habitantes originários como intrusos do território que naturalmente estava reservado aos colonizadores.

Ricardo Camargo

Leia também

Intruso, chato e aético – José Antonio Palhano

 

Não faz falta

Não se preocupe tanto com o fato de a Vejinha não chegar a todos, pois os assuntos tratados pela mídia grande (Vejinha inclusive) não são pertinentes e nem chegam aos "cidadãos" comuns. Portanto, não faz falta nenhuma.

Nedi Carlos da Rosa, São Paulo

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As denúncias da Vejinha – Deonísio da Silva

 

Feita de gente

Li a crítica "A pesquisite e as comidinhas mortas", de Cláudia Rodrigues e gostei. As matérias da "mídia grande" são, em sua grande maioria, desprovidas de substância. Desde sempre. Em tempo: critica-se sempre a mídia, mas ela é composta por jornalistas (homens e mulheres). Costuma-se tratá-la como se ela fosse uma "entidade". É o mesmo tratamento que se dá ao "mercado". Eles existem pela atuação dos homens e das mulheres. Como fazer?

Nedi Carlos da Rosa, São Paulo

 

Tudo "casadinho"

É só ler a notícia de hoje no Meio & Mensagem para "sacar" o objetivo da matéria da Época. A Gerber está fazendo uma campanha de R$ 350 mil através da revista Crescer. Tudo "casadinho".

Heitor Paixão

 

Cláudia Rodrigues responde

E eu cheia das firulas, sempre com medo de ofender, falso testemunho, aquelas éticas de antigamente. O negócio é tão enroscado que o senso ético impede a gente, muitas vezes, de tentar melhorar as coisas... A coisa do corporativismo? Juro que não lembro quem fez a matéria, se foi assinada... Nem sei se é homem ou mulher, mas por causa dessa pessoa, um colega pastando numa redação, não fui mais fundo na pequeneza da matéria desenvolvida. Até criticar já está sendo chover no molhado. Será a salvação um jornalismo de bandeiras? (C.R.)

Leia também

A pesquisite e as comidinhas mortas – Cláudia Rodrigues

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