15/07/2003 7/9

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REVISTA DA NET
Paga e confusa

A Net, serviço de televisão por assinatura, passou a cobrar pela revista da programação mensal. Tudo bem. Só que transformou a revista da programação em suplemento, reduzido, de uma revista de assuntos gerais e fúteis – a Monet (que nome!) – que, em mais de 80 páginas de puro merchandising, "vende" produtos como automóveis de luxo, charutos e cachimbos, moda etc. Como assinante dos canais de televisão, interessa-me somente a programação, cuja consulta agora torna-se um suplício: letras pequenas, tipo bula de remédio, necessidade de consulta cruzada, em várias páginas, para saber a sinopse dos filmes. Se estivesse interessado em outros assuntos, compraria outras revistas, que há aos montes.

Roldão Simas Filho

 

HILDEGARD ANGEL
Penas da lei

Creio que num país mais sério tal irresponsabilidade jornalística deveria ser investigada e, comprovada, que recaíssem as penas da lei sobre a cabeça da leviana difamadora. Caso a difamação se revele em fato, não apenas "Judas" aparece como merecedor da mais contrita piedade, mas também a memória de sua mãe, que com certeza deve ter descarilhado túmulo abaixo com semelhante incompetência.

Anna Jansen

 

Controle ético

Falo tranqüilamente, pois meu pai, além de advogado, é jornalista. Não é possível que a imprensa pretenda uma imunidade ilegal. Quando advogado, vi clientes sofrerem calúnias por parte de alguns veículos da imprensa – um verdadeiro linchamento público – e, caros amigos, isso pode, mas não deveria ocorrer. Se a imprensa tem provas contra alguém deve noticiar os fatos mas, se não, deve arcar com as conseqüências. Se a imprensa propõe um controle do Judiciário deveria, ao menos, cogitar um controle ético de si mesma; afinal, onde há uma mesma essência deve haver o mesmo direito.

Ignacio Aragão

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MÍDIA ESPORTIVA
A Globo agiu certo

Este comentário feito pelo estudante de Jornalismo Ricardo Grecellé, da PUC-RS, nitidamente mostra seu lado bairrista, meio bobo, e aquele tradicional choro natural de torcedor perdedor, tudo isso temperado com uma sutil pitada de inveja. A Rede Globo simplesmente procurou resgatar o lado romântico do futebol que os torcedores mais jovens desconheciam, e graças ao Santos Futebol Clube, que tantas glorias e conquistas proporcionou ao futebol brasileiro, além de presentear o mundo com o imortal Rei Pelé (dispensa comentários), conseguiu com todos os méritos possíveis decidir a Copa Continental de Futebol com suas pratas da casa. Outra coisa totalmente infeliz é dizer que a emissora brasileira preferiu exibir as imagens da maturidade dos garotos santistas em vez da festa dos verdadeiros campeões. Ora bolas, quem deveria mostrar a festa argentina eram os canais daquele país, e a Globo agiu certo valorizando o belo trabalho e talento comprovado pelos dignos e aguerridos Garotos da Vila depois de duas difíceis batalhas contra os experientes jogadores boquenses.

Ao contrário do que se pensa, o estudante e futuro jornalista Ricardo Grecellé deveria passar por um período de analises jornalísticas no estado de São Paulo ou em Buenos Aires, ai sim, ele enfartaria com a falta de profissionalismo. A imprensa paulista é sem muito exagero 95% bairrista, ela defende descaradamente com unhas e dentes os intitulados três grandes clubes da capital (Corinthians, São Paulo e Palmeiras), criando fantasias e ilusões desnecessárias na cabeça dos leitores, com matérias sensacionalistas. Em Buenos Aires então, não é preciso muitas palavras... é de dar nojo! Basta ouvir a Rádio Mitre ou ler o diário Olé. Basta! Eles se declaram os melhores e maiores, são superiores aos "macaquitos", "negritos", pejorativamente designando a nós, brasileiros. Viva o futebol brasileiro!

Wagner E. Mendes Junior

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