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NOVILÍNGUA DO JORNALISMO
Língua ferida

Excelente o comentário de Marinilda Carvalho sobre o uso incorreto da língua, pelos jornalistas. Como estudante de Jornalismo, fiquei perplexa ao saber que uma emissora como a Rede Globo comete tantos erros assim, ferindo a nossa língua, tão exigida na faculdade.

Ana Cristina

 

Contra o vexame

Li o texto sobre os vícios de linguagem da nova safra de jornalistas; na verdade, é mais que um texto, parecendo mesmo um manual, que bem utilizado guardará muitos jornalistas de vexames no uso da língua.

Clovis Luz da Silva

 

Deterioração da língua

Excelente texto para as aulas de Português das faculdades de Jornalismo, Psicologia, Economia, cursinhos etc. Quem sabe nos permitiria fugir da decadência do pensamento de que a deterioração da língua é sinal?

Vera Silva

 

Deriva alienígena

Caríssima Marinilda, adorei o artigo em que (e não "onde") você teve a gentileza de citar meu texto do Nave da Palavra. Esse texto foi publicado na página de opinião do JB há quase 3 anos, caiu no vestibular da UFRJ há dois anos e na prova de acesso à Escola da Magistratura, da OAB. Até hoje eu ainda recebo correspondência a propósito dele. É impressionante a quantidade de pessoas que acessam a internet pra ler coisas desse tipo. As observações de seu texto são precisas. Não sou contra absorção de palavras por nossa língua, até porque esse processo é incontrolável. O que me preocupa é que a língua tem uma deriva natural (vossa mercê, vosmecê, você, ocê etc.), mas a incompetência dos redatores da mídia está induzindo outras derivas, importando estruturas sintáticas inteiras de outras línguas (especialmente do inglês, mas também do espanhol) para o nosso português.

E existe hoje nas redações uma verdadeira aversão a correção gramatical e ortográfica. Há uns dois anos, a revista Domingo deu uma manchete de capa falando das "bodas de ouro" de um determinado teatro. Fiquei tão incomodado que liguei para o editor (eu estou ficando inconveniente) e expliquei a ele que o correto seria dizer "jubileu", já que o teatro não se havia casado com ninguém (e "bodas" sempre significou casamento). Ele me saiu com essa: "Ah, isso foi licença poética!". É claro que a conversa acabou aí. Toda vez que surge uma regência "nova", criada por esses garotos (eles estão no Globo também), faço um correio para o Luiz Garcia alertando. O "comentar sobre" já foi objeto de correio meu. Outro mais recente foi o "pediu para que". É o modismo mais em voga. Uma nova regência para o verbo pedir. Por que criam uma nova? Porque não sabem a correta. Não estudaram regência, não sabem identificar a ocorrência de crase (e por isso usam "mandou para" em vez de "mandou ao").

As versões para as dublagens de filmes da TV também estão horrorosas. Por isso, ninguém mais diz "Socorro!", mas sim "Alguém me ajude!"; todo mundo discute "a respeito de" e ninguém mais diz "Oi!", mas todos dizem "Olá!". Há uns 10 anos, propus ao Marcos de Castro que constituíssemos uma Associação dos Redatores de Mídia para alertar principalmente a imprensa quando começasse a sair bobagens. Porque, se deixamos, elas vão se alastrando pior que cupim. Mas ele temeu que a coisa parecesse arrogância, e não voltamos a falar disso.

Romildo Guerrante

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