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REPRESSÃO ÀS RÁDIOS
Em Goiás, mudança nenhuma
Na verdade, a eleição de Marconi Perillo, já no primeiro turno, tem outros problemas. Não fosse a dificuldade do povo de Goiás em entender as nuances que estão por trás da imagem marquetificada de Marconi, no mínimo teríamos segundo turno por aqui. Foram quatro anos de campanha, de uso ostensivo da máquina do Estado. Há casos de outdoors com os dizeres "obra do governo de Goiás", mas ninguém vê a obra. Promessas de campanha de Marconi foram cumpridas pela metade, quando houve grandes pressões, como no caso da educação, que, diga-se de passagem foi, talvez, a garota-propaganda ("Goiás: um estado pela educação"). Os educadores do estado tiveram que fazer duas greves, uma de 21 dias, outra, de 32, só para fazer o governador sentar para negociar.
Sob o discurso hipócrita-demagógico de que "o cliente do governo é o povo e não o servidor do estado", uma contradição, pois tratar mal o funcionário é não cuidar bem de um instrumento fundamental para tratar o povo", o governo de Goiás tem massacrado o servidor. Mil desculpas para acusar o governo anterior (que, de fato foi ruim mesmo) e livrar-se das próprias culpas. Com a carinha de homem novo, Marconi esconde a velharia tradicional goiana, resgatando famílias oligárquicas, que pareciam reduzidas a cinzas, como os Caiado, os Lage etc., que seria uma monstruosa ilusão considerá-las mudança alguma.
Na Universidade Estadual de Goiás e na Rede Estadual de Educação foi proibido o uso de material eleitoral, como adesivo, por exemplo, até nas roupas e nos carros dos professores e funcionários (como se democracia fosse proibição). Na Cidade de Goiás, Patrimônio da Humanidade, a Subsecretária Regional da Educação interferiu negativamente numa atividade de um colégio que está desenvolvendo um projeto pedagógico chamado Aula da Cidadania, que previa um Encontro com os Candidatos, como uma das atividades.
Notadamente pelo fato de que sua candidata a federal não poderia participar, por não se enquadrar nos critérios estabelecidos pela comissão organizadora. O Encontro só aconteceu porque os professores da Área de Ciências Humanas do colégio decidiram descumprir a ordem, claro que com muitos prejuízos. A referida autoridade, no entanto, revelou-se muito mais um "cabo eleitoral" do governo, utilizando-se da máquina e eventos da SRE, do que uma autoridade do Sistema Educacional propriamente dito. Marconi não participou de nenhum dos debates ocorridos no decorrer da campanha eleitoral, devido a sua postura monologal e por medo de se deparar com suas próprias contradições.
Estes são apenas flashes relacionados ao mito Marconi, que provavelmente, não vai muito longe, dada a inconsistência de seus "supostos ideais de mudanças".
Antônio Ribeiro da Costa Neto, professor de História, Cidade de Goiás, GO
Mídia-capacho
Estou em São Paulo desde fevereiro deste ano: sou goiano e acompanho as notícias do meu estado através dos sites de jornais de Goiânia. Só soube do que ocorreu na UFG quando acessei o Observatório da Imprensa. Logo que li a matéria me lembrei do governador Marconi Perillo na campanha de 98 falando que com ele no governo não sairiam mais ordens do Palácio das Esmeraldas podando a imprensa goiana. Ou o governador não cumpriu o prometido, o que não seria novidade, ou a imprensa do meu estado é capacho do governo, seja ele quem for, pois nenhuma matéria foi publicada sobre a estupidez e imbecilidade do governador com a Rádio K.
Recordo também dos elogios que o governador fez às famílias Caiado e Valadão na mesma campanha, basta ver os arquivos da TV Serra Dourada. O candidato que se propunha a fazer mudanças em Goiás é apoiado pelo que há de mais podre e atrasado nesse estado. Agora é normal que ele comece a pagar sua dívida com os coronéis, mas, sinceramente, espero que o senhor governador não passe a ser protegido por jagunços. Nós, goianos, não somos tão patéticos para aceitar algo assim .
Wákila Nieblle R. de Mesquita
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REPRESSÃO A ESTUDANTES
Barbárie na Unit de Sergipe
A Universidade Tiradentes vêm cometendo uma série de atitudes extremamente condenáveis se levarmos em consideração o fato de a ditadura militar ter acabado já há algum tempo: para começar, houve manifestações pacíficas no dia 15 de maio nas quais, segundo o jornal local Correio de Sergipe, cerca de dois mil alunos (quase 20% dos alunos matriculados) uniram-se para defender uma bandeira do DCE-Unit: o pagamento proporcional.
Fontes internas afirmaram que não houve repressão direta, mas que a universidade fotografou todos os manifestantes e que essas fotos serviriam para uma espécie de "arquivo negro" da instituição. Na data citada a direção da instituição prometeu estudar o caso, mas o tempo passou e, pouco antes da 68ª reunião do Conselho de Reitores de Universidades Brasileiras (Crub), um encontro com o pró-reitor acadêmico Antônio Martins mostrou o descaso da instituição frente às necessidades dos alunos.
Assim, o Diretório Central aproveitou a reunião como pano de fundo para uma segunda manifestação, também de cunho pacífico. Porém, o que deveria ser a reação normal frente a uma demonstração de insatisfação dos alunos foi transformada numa barbárie, na qual alunos foram agredidos não só por seguranças, mas também (o que é mais grave) pelo pró-reitor acadêmico Geraldo Chagas.
Não satisfeito em dar uma chave-de-braço num estudante e integrante do DCE, o Sr. Geraldo Chagas pediu a abertura de inquérito disciplinar contra o presidente do DCE, Flaviano Correia. No julgamento (ocorrido nos dias 7 e 8 de outubro), que deveria ser aberto aos estudantes, ele fez com que inúmeras pessoas (incluindo representantes de sindicatos e entidades) fossem barradas, sem falar que todos os que se aglomeraram na frente do prédio da reitoria foram devidamente fotografados (e certamente somados aos catálogos do Dops, ops, digo, da reitoria.
Vivian Torres dos Reis, estudante de Jornalismo da Unit e assessora de comunicação do DCE-Unit, gestão Hora da Verdade
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