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Edição de Marinilda Carvalho

"Oxalá o pluralismo inegavelmente presente na última edição do OI (mas não antes) se torne a norma nas edições futuras."

A frase foi tirada da mensagem de um leitor. Ele elogia o pluralismo da edição anterior do Observatório. A rubrica da edição que ele elogia, sob o chapéu MÍDIA GAÚCHA, só tem textos de autores, digamos, mais à direita do espectro ideológico. Pluralismo bom é o que privilegia textos de autores, digamos, mais à direita do espectro ideológico.

Confiram em www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/fd100720023.htm, e depois prossigam clicando em PRÓXIMO TEXTO: "Dois pesos e duas medidas", de Paulo C. Barreto; "No mais sereno dos mundos", de Percival Puggina; "Observatório daltônico", de Alceu Garcia; "Pela liberdade de imprensa e pelo estado de direito", de um grupo de gaúchos ligados a partidos, digamos, mais à direita do espectro ideológico sulino. Completa o chapéu uma "Nota do OI" – que, embora curta e direcionada, tem seu objetivo contestado por outro leitor, digamos, mais à direita do espectro ideológico.

Insistamos o quanto quisermos, alguns não entendem que somos um veículo sem proprietário, e publicamos o que colaboradores e leitores nos mandam. É a falta de hábito no exercício da democracia, fazer o quê? À exceção de defesa da pedofilia, do nazismo, do racismo e de ódios em geral, sai no OI o que nos é enviado. Não dependemos de avalanches de textos importados, nem da produção de uma ou duas pessoas. Não temos pauta. Nosso conteúdo é ditado pelo impulso crítico do observador/leitor – seja ele de que espectro ideológico for. Não é culpa (?) do OI se a maioria dos observadores/leitores que escreve ao site esteja, digamos, mais à esquerda do espectro ideológico.

O direito dessas pessoas plurais a enviar textos ao OI com suas idéias – de qualquer espectro ideológico – não é concessão de quem quer que seja. Esse direito é garantido pela Constituição. O direito à leitura desses textos também. Se essas pessoas não martelam sites, digamos, mais à direita do espectro ideológico com pedidos de atenção ou espaço não é uma questão de bom gosto. É que elas aceitam – amadurecidamente, democraticamente – a máxima antiqüíssima do "cada macaco no seu galho".

Que protestem os recém-chegados. Quem já nos xingou antes sabe que isso não é novidade. Sabe que os macacos, digo, os freqüentadores deste site, eventuais ou da equipe fixa, têm convicções próprias, externadas abertamente em seus textos. E é sempre bom lembrar que isso, até o momento, é garantido pela Constituição.

Para encerrar positivamente, não deixem de ler a carta de um pé-de-vento mineiro chamado Renata Gonçalves. A garra dela sopra de Belo Horizonte, é fresca e calorosa. Do tipo que renova sua esperança nem que você se chame David Seaman e tenha acabado de tomar um gol de falta im-pos-sí-vel batido por um moleque chamado Ronaldinho Gaúcho.

Quer mais? Isso é que é Brasil, moçada!

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Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.

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MÍDIA GAÚCHA
OI na TV banido no Sul

Foi dito que o programa Observatório da Imprensa na TV foi banido da TVE gaúcha. Embora resida atualmente em Curitiba, nasci em Vacaria, RS. Liguei para amigos e parentes e todos confirmaram tal banimento não apenas do Observatório da Imprensa, como do Conversa Afiada e do Opinião Nacional, entre outros. Afirmaram que a emissora local foi partidarizada. Gostaria de saber os reais motivos disso e, no caso de uso político, quais as atitudes que serão ou podem ser tomadas pela TVE Brasil, pelos espectadores ou, creio eu, pela Comissão de Ética do Sindicato dos jornalistas.

Gustavo Stella Acauan

Nota do OI:Caro leitor, após a posse do governador Olívio Dutra, que certamente não soube e não sabe do que foi perpetrado em seu nome, verificou-se progressivo cerco ao programa por parte da TVE-RS, de Porto Alegre. Começou com uma tentativa de intervenção na condução do programa a partir de veto ao nome de um profissional que participava habitualmente nos estúdios de São Paulo. Depois, manifestou-se pela exigência de escolha daquele que eventualmente participaria dos debates nos estúdios da TVE-RS. Em seguida, pela ocupação do estúdio por outro programa ao vivo. Completou-se escalada de arbitrariedade com a retirada integral do Observatório da programação daquela emissora pública. O cidadão gaúcho está impedido de acompanhar na rede aberta os debates sobre a imprensa – a não ser com parabólica ou em canais pagos. E têm sido inúteis as gestões a respeito.

 

O preço da liberdade

Viva a liberdade de imprensa! Como tudo na vida, existem custos e benefícios. No caso, os benefícios da liberdade de imprensa derivam do maior controle da sociedade sobre governos. Os custos, infinitamente menores, são os de se deparar com uma idiotice completa como o artigo "A liberdade de difamar", de José Fonseca [ver remissão abaixo].

Ronald Hillbrecht

 

Leiam Barrionuevo e comentem

Que ridícula a comparação de Sandro Guidalli [ver remissão abaixo]. Antes de juntar as farinhas no mesmo saco, temos que separá-las! Desde quando a condenação de um ser que nem José Barrionuevo, com uma pena que se resume a dar cinco salários mínimos a casas assistenciais, pode sequer ser comparada à morte de Tim Lopes ou à censura da Carta Capital? Resta apenas rir de tamanha ignorância! Para escrever tal coisa é necessário ter informação, coisa que, vejo, o autor desconhece. Não sei se ele mora aqui no Sul e tem idéia da prática nada jornalística das pessoas condenadas. É importante também ressaltar que o diploma de jornalista não dá o direito de caluniar e falar mal da vida ou do governo alheio sem propósito algum, apesar de que propósito eles têm, já que a RBS está quase falida.

O que Olívio fez foi defender-se, não comparo isso a uma censura ou algo parecido. Acredito que todos, diante de falsas denúncia em meios públicos, têm direito de defesa. A perseguição de José Barrionuevo e Marcelo Rech ao governo do estado é constante e obsessiva, e acho muito importante a condenação de tais pessoas. Do primeiro principalmente, pois escreve no caderno de Opinião de Zero Hora e não há um dia sequer que não fale mal do PT. Desde a época de Britto, limitava-se a discutir apenas problemas do município de Porto Alegre (PT há mais ou menos 16 anos). E dedicava grandes elogios ao governo estadual (Britto, na época). O que fazem Barrionuevo e Rech, para mim, nunca foi esclarecimento, nem mesmo os mais direitistas suportam tanta babação de ovo. Recomendo a leitura de Barrionuevo por uma semana, depois mandem um comentário ao Observatório, e vamos ver se ele continuará pensando a mesma coisa!

Maria Fernanda Miguel

 

Palavras viram pó

Acho que essa foi recorde! Com pouco mais de 100 palavras na "Nota do OI", o artigo de Alceu Garcia de mais de 1.000 palavras simplesmente desabou, virou pó. Também, pudera. Querer dizer que o Observatório da Imprensa é o "Observatório do PT" só pode soar como piada, daquelas bem sem graça!

Parabéns ao OI pela pluralidade de opiniões, das quais às vezes discordo, mas onde exprimo as minhas também.

Eduardo Zanete

Leia também

O cacoete ideológico adquirido – Sandro Guidalli, no Aspas

Dois pesos e duas medidas – Paulo C. Barreto

No mais sereno dos mundos – Percival Puggina

Observatório daltônico – Alceu Garcia

Nota do OI – L.A.M. (rolar a página)

Nova ética para uma nova modernidade – Bernardo Kucinski

Diálogo a partir de uma reflexão muito séria – Alberto Dines

Resposta ao professor Kucinski – Soraia Cury


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