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AMOR AO JORNALISMO
Estou chegando, me aguardem!

Há algum tempo, deparei-me com o que dizem ser o bicho-papão dos jovens: o vestibular! E, graças aos deuses, não tive problemas em relação a isso. O curso já estava escolhido há anos e anos. J-O-R-N-A-L-I-S-M-O! Minha brincadeira preferida de infância era pegar um objeto qualquer (que tivesse a forma de um microfone, é claro) e sair entrevistando a família. Lembro que minha avó soltava as mais deliciosas gargalhadas a cada entrevista. E podíamos trocar de identidade a cada entrevista, o que era ainda mais divertido.

Por exemplo: enquanto ela cozinhava, ela era a chef francesa Fulana de Tal. Em outros momentos, ela se transformava em artista plástica, atriz, cineasta, enfim: o gostoso era entrevistar a minha avó Zeli de Oliveira. Mulher sem formação universitária, dona-de-casa, figura humana cativante e com estórias reais, capazes de nos enternecer e conquistar grandes pontos de audiência.

Sempre acreditei no poder da palavra, tanto oral quanto escrita e, por esse motivo, escrever também é minha grande paixão. E, na verdade, não sei por que escrevo, e creio não ter a menor curiosidade em saber. Entender, explicar, nomear... isso mata o que nos dá prazer! Retomando o que havia dito anteriormente, fiz todas as provas necessárias e desnecessárias (diga-se de passagem) e fui aprovada no curso de Jornalismo. Emocionar as pessoas e fazê-las refletirem é algo que me impulsiona e que me alegra profundamente.

Certa vez, um professor me disse que eu deveria abominar todos os meus sonhos revolucionários e enxergar a vida como ela realmente é. Era como se ele tivesse dito o contrário: "Acredite em seus sonhos revolucionários e lute pelos seus ideais."

E é isso que eu me comprometo a fazer. Tenho os instrumentos mais valiosos para tal tarefa: as palavras! Com esse exército de idéias, é óbvio que posso ir longe. Muito, aliás. E tenho percebido que o respeito às palavras e ao ser humano são preceitos fundamentais para alguém que deseje trilhar o caminho da comunicação. Acredito nas pessoas, acredito no jornalismo, acredito na imprensa brasileira.

Renata Gonçalves, Belo Horizonte

 

TIM LOPES E VIOLÊNCIA
Carpe diem, moradores de favela

Acharam o corpo do Tim Lopes. Agora, não tem mais morto em favela do Rio, paz e tranqüilidade aos moradores, afinal a polícia só invade morro quando morre jornalista da Globo. E assim fica até o próximo jornalista morrer... Carpe diem, moradores das favelas, pois pode ser o último.

Leandro de Andrade Cardoso

 

Enfrentemos as ameaças

É impressionante a falta de assistência do governo a jornalistas que querem mostrar a realidade em primeiro lugar. Sou estudante de Jornalismo e tenho grande interesse no jornalismo investigativo, mas com o risco que tal área nos coloca e com a impunidade que nos assombra, os jornalistas terão que se calar e se contentar em fazer reportagens que mostram superficialmente um país de conto de fadas, e não o mundo do crime que preocupa a população cada vez mais. É bom que o Brasil esteja na lista negra dos países da impunidade, como aponta Repórteres Sem Fronteiras, pois de repente, dessa maneira, o governo pode abrir os olhos, evitando incidentes que levem à morte de jornalistas como o nosso colega Tim Lopes. Todo cidadão tem direito à liberdade de expressão, e não deve se calar perante ameaças de criminosos.

Ana Teresa Ângelo Pinheiro

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Brasil na lista negra da impunidade – Claudio Julio Tognolli

 

MÍDIA NA COPA
Que venham os vespertinos

Acabo de ler o artigo sobre a falta de investimento em imprensa vespertina no Brasil, e achei ótimo. Lembro que aqui em Paris o Le Monde também chega às bancas após o almoço, com data do dia seguinte. Uma ótima forma de preparar o leitor para se informar sobre o que aconteceu no dia anterior nas Américas e dar informações precisas sobre como o leitor deve observar o jornal televisivo.

Marcus Ozores

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Jornais no banco dos reservas – Alberto Dines

 

Mundial foi fake, sim

Cada vez que lemos um texto do OI segue-se, abaixo, o seguinte link: "Mande-nos seu comentário." Bom, para o texto "Jornalismo light e Copa fake", de Ivo Lucchesi, gostaria de deixar registrado que não há comentários a fazer. Ivo já disse tudo. Para bom entendedor, meia palavra basta. Mas, para certas pessoas, isso parece pouco. É necessário escancarar certos fatos.

Ivo Lucchesi descreveu a Copa, os fatos internacionais (econômicos, disputas financeiras e a condição de duas nações divididas) e as condições do país, tão perfeitas e breves que não é necessário qualquer comentário. Parabéns! O OI sempre mostrando aquilo que poucos vêem e muitos não querem ver.

Edgar Lopes

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Rumo ao tetra – Ivo Lucchesi

 

O chato do penta

A chatice do Galvão foi tão grande que tive que assistir aos jogos com o som desligado. Bem que tentei tolerar... Comecei escutando, mas não resisti.

Fernando César de Souza

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Galvão, o inesquecível chato do penta – Paulo José Cunha

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