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Edição de Marinilda Carvalho
Amigos, esta edição do Caderno do Leitor está bem diversificada. Os ataques terroristas aos EUA e suas conseqüências permanecem na ordem do dia das preocupações, mas os leitores já não se tratam maciçamente do assunto, como vinha acontecendo.
Ao contrário, a edição apresenta temas variados: as mudanças na programação da TV Cultura, uma pouco divulgada agressão a uma equipe da TV Liberal, afiliada da Globo, a mão-de-ferro do governador Tasso Jereissati sobre a mídia cearense e a eterna polêmica sobre o exercício da profissão de jornalista, realimentada por artigo de Chico Santa’Anna.
Boa leitura!
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Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.
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TV CULTURA
Programa chapa-branca
Estamos dormindo no ponto. As modificações na programação da TV Cultura já merecem análise. Apenas um caso (sem falar no "ocultamento" do Observatório na TV): o Roda-Viva foi transformado num programa chapa-branca. A tábula seleta, na qual entravam preferencialmente aqueles que tinham algo interessante a dizer, converteu-se em enfadonho palanque de mensagens políticas carimbadas e em balcão de negócios.
Decididamente, a TV Cultura está perdendo sua fisionomia heterodoxa e aquele antigo sopro de rebeldia. Quando repetem o mercado, TVs culturas, educativas e universitárias não justificam sua existência.
Tau Golin, professor de Comunicação Comparada da UPF
CIDADANIA
Muito riso e pouco siso
O artigo de Muniz Sodré merece discussão e desdobramento no OI. Explico-me: além do fato que o gerou, a reflexão que faz, sobre o uso do riso como esconderijo da falta de esperança, é importante para a compreensão das falhas no exercício da cidadania no Brasil.
O riso, assim como o barulho, está sendo associado à vitalidade emocional, ao bem-estar, à felicidade. A falta do riso, do barulho, da dança, da festa tem sido associada à seriedade e, por contraposição, à infelicidade. Neste ponto a dominação se estabelece, marcando como nosso o seu riso da nossa dependência.
A vitalidade emocional, como as pesquisas sobre o efeito das emoções positivas na dependência física e na mortalidade de idosos têm constatado, é essencial à diminuição desses riscos, mas, ao contrário do que o aumento do riso, do barulho e das festas possa sugerir, uma das características da pessoa que tem vitalidade emocional é o "estar menos centrada em si mesma".
Muniz Sodré com razão relaciona a imprensa não saber o que deve saber com o fixar-se no riso e nas emoções autocentradas. Estas emoções provocam a baixa auto-estima, que está associada à perda da esperança, levando à depressão.
Temos um triste quadro diante de nós. E nos quedamos a rir o riso dos que têm medo do futuro e não sabem mais o que fazer para mudar seus destinos.
Vera Silva
Elementos novos
Prezado Sr. Muniz Sodré, só posso agradecer tanta lucidez e clareza na abordagem de um tema tão relevante para a sociedade. Textos como esse nos fazem refletir mais profundamente sobre o papel da imprensa e a situação política em que vivemos, fornecem elementos novos, informações preciosas, aspectos que não percebíamos enquanto leigos e meros leitores. A gente só pode agradecer e não deixar de ler cada vez mais.
Wilma Pessôa
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O riso como editor – Muniz Sodré

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