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AGRESSÃO À GLOBO
A Justiça vai agir?

Deu no Jornal Nacional: capangas de Jáder Barbalho atiraram nos pneus dos veículos da reportagem da TV Globo no Pará. Imaginemos os advogados de defesa dos executores do atentado: No cumprimento do mister, recrutados e orientados sempre sob normas rígidas de disciplina e com a tarefa de manter Jáder Barbalho em segurança, a imprensa a distância etc., os funcionários simplesmente cumpriram um procedimento de rotina, ação mecânica que faz parte das suas tarefas diárias. Estão isentos de qualquer culpa.

Estariam eles agindo "no cumprimento do dever"?

E o autor intelectual? Quem será? Vai ser denunciado? Nunca morri de amores pela Globo (muito pelo contrário), mas, neste caso, os profissionais da TV Liberal e a liberdade da imprensa foram brutalmente atacados. A Justiça vai agir?

Edivan Batista Carvalho

 

POLÊMICA
Graduação também em crise

A situação é desanimadora. Sou estudante de graduação de Física na UFRGS, e vejo o estado do Campus do Vale, em Porto Alegre, onde trabalho como bolsista de iniciação científica. A situação pode ser resumida da seguinte maneira: cães, ladrões e sujeira. O campus está infestado de cachorros, que já atacaram várias pessoas; a segurança é mínima – uma pessoa já foi seqüestrada com seu próprio veículo e, à noite, o lema é "salve-se quem puder"; a estrutura física do campus é lastimável, com várias reformas pendentes e banheiros imundos. Mesmo assim, professores e pesquisadores continuam bravamente o seu trabalho.

Até hoje, não vi na imprensa local uma única menção a essa situação, uma única reportagem que tratasse disso e ou das condições nas quais os professores trabalham. A imprensa é acometida de horrenda preguiça para visitar os campi, como o artigo "A guerra dos informes" afirmou.

Peço desculpas pelo tom pessimista, já que, apesar desses fatos, sinto-me entusiasmado com meu trabalho e animado a fazer o que for necessário para vencer o situacionismo vigente.

Rodrigo Nemmen da Silva

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Pós-graduação em crise – Victor Gentilli

 

JORNAL DO BRASIL
Agora sem Danuza

Coube ao presidente do Conselho Editorial do JB, Sr.Nascimento Brito, a inglória tarefa de comunicar aos leitores o fim da coluna de Danuza Leão.Trata-se de um espaço que dificilmente será preenchido a contento. Diferentemente da maioria de suas colegas mais jovens, Danuza sempre abordou, em suas crônicas semanais, os conflitos naturais da relação homem x mulher, sem transformá-los numa luta de classes entre os sexos. Por ser de uma geração anterior à radicalização feminista, ela não vê o homem como adversário da mulher e vice-versa. E o faz de uma maneira extremamente inteligente e muito agradável de se ler. Só nos resta agora torcer para que a decisão da cronista não seja definitiva.

Gerson Pinto Ribeiro

Nota do OI: A jornalista Márcia Peltier é a substituta de Danuza Leão na coluna.



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