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EXERCÍCIO PROFISSIONAL
O mapa do terror
E o mapa do terror, quem faz? São os jornalistas? Acho que falta especialista para alguns debates, e os jornalistas se metem em todos os assuntos. Não vi nenhum geógrafo ser consultado. Só quem tem o recurso da mídia tem o direito da fala, ou o conhecimento é importante? E o Jornal da Globo? No dia do atentado, um jornalista disse: "Todos os funcionários da Casa Branca foram rezar com o presidente. Inclusive as camareiras, os office boys. Todos os hospitais estavam atendendo às vítimas. Inclusive os de câncer, de olhos, os geriátricos." É tanto "todos", "tudo" que cansa. Não existe no dicionário deles a palavra "maioria" ou "parte"? Parece propaganda de automóvel: todo mundo está comprando! Que mentira feia!
A orça, que é um golfinho, vira baleia. Propaganda de golfinho tem que ser dócil. Assim como os americanos que estupraram o mundo e não assumem seus filhos da miséria. O cinema nos ilude, mas na vida real tem que haver crítica. Mapas são feitos por geógrafos, que obedecem a vários fatores para não desviar as informações. Porém, a economia de tempo e dinheiro deixa de fora o conhecimento.
Então, empobrece-se a notícia, e só os leigos não percebem isso.
Hely Rodrigues
Vestidos de repórteres
O jornalista antes de tudo tem uma missão a cumprir: expor a verdade dos fatos. Sabemos que a total imparcialidade é um mito. Porém, o jornalista dará da melhor maneira possível a notícia. Não se trata de transformá-la em show, mas de caracterizá-la como uma informação a ser repassada a leitores-telespectadores que necessitam de atualização sobre o que está acontecendo no mundo. Muitas pessoas se (re)vestem de repórteres para ganhar visibilidade na mídia, sejam elas políticos, artistas, enfim, é a questão da fama. Quanto mais aparecer na televisão mais será lembrado. Sindicatos e sociedade civil devem estar alertas sobre essa invasão absurda destes indivíduos ao jornalismo. Para isso, estuda-se, capacita-se com o intuito de se obter clareza e concisão.
Qual ética profissional uma apresentadora como Adriane Galisteu, para exemplificar, tem para repassar alguma notícia ao público? É deprimente que os veículos de comunicação admitam tal irregularidade. O jornalismo tem caráter extremamente social, e é justamente nisto que se deve investir. Se existem tantos profissionais capacitados nesta área, por que não garantir-lhes uma chance? Será que precisamos é de sorte ou de vergonha na cara mesmo?
George Stormes
Nas escolas, descaso
Sou estudante do 1° ano de Jornalismo do Centro Universitário do Norte Paulista, em Rio Preto, SP. É impressionante ver estudantes de Comunicação equivocados com a sua própria (futura) profissão. Ao ler o Jornal de Debates, vi o quanto nós somos ignorantes, pois não sabemos o verdadeiro valor da nossa função social. Sensacionalismo é o que vejo em todas os canais, o que me revolta, pois a informação não é um show de horrores e catástrofes, no qual catarticamente, a "realidade" é vista como forma de obter lucros para os veículos de comunicação.
Mais triste ainda é ver que meus colegas universitários não têm intenção nenhuma de mudar esse quadro, claro que com algumas exceções. Em vez de aceitar os conceitos de que "o povo brasileiro é quem quer esse sensacionalismo" ou que "isso dá audiência", deveríamos acreditar no que realmente nos cabe, que é dar uma informação de maneira verdadeira e direta. Infelizmente, isso não acontece: sou recebida com escárnio, descaso e total descrença. Talvez isso seja sonho, utopia, mas quero acreditar nisso e na importância e responsabilidade de ser uma futura profissional de jornalismo. Tenho uma arma em minhas mãos, que é a comunicação, e quero mirá-la para alvos como qualidade de informação, cultura, conhecimento.
Thais Alves dos Santos
Acusação a dirigentes
Meu caro jornalista, o que você quer? A presidente da Fenaj (Federação dos Jornalistas), Beth Costa, tem registro pleno, é formada em Letras, tirou o registro de jornalista pleno em 81 e foi trabalhar na TV Globo. Porém, até hoje não responde qual foi o veículo em que trabalhou antes de 79, qual era sua função, nem cita três coleguinhas da época. O Jacob (filho) foi presidente do sindicato do município do Rio em eleição fraudada. Não tinha votos. A comissão eleitoral julgou que os aposentados eram votos facultativos (?). Ganhou a eleição. Você quer mais???
Flávio
Barros
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