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COMANDANTE ROLIM
Tudo palhaçada
As emissoras de TV apenas noticiaram a morte do comandante Rolim, a companhia em que estava e local. Nada mais foi dito. Não houve reconstituição do caso. Por que não foram vasculhar a vida da moça? Gostaria de ter mais detalhes desta história, pois em qualquer acidente todos os detalhes são devidamente explicados. Mas como a TAM é boa anunciante, não se pode mostrar a outra face do empresário de tanto sucesso.
Danielle Andrada
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JORNALISMO FITEIRO
Os fins e os meios
Acho que a atitude tomada pelo Globo foi correta, pois é preciso punir os erros para que eles não ocorram mais. Porém, a atitude da revista Veja também deve ser questionada. Será que os fins justificam os meios? E até que ponto o jornalista tem outra saída para obter a informação? Acho que as atitude estão erradas, mas não é só esse o problema, temos que rever todos os conceitos do jornalista, para assim podermos questionar uma ou outra atitude.
Diogo Menezes
Os meios e os fins
Em artigo de Carlos Alberto Di Franco – "Grampos, imprensa e Judiciário" – publicado em A Tarde, há uma opinião que nos leva a buscar mais esclarecimentos: "O grampeamento continua sendo um delito. Independentemente das tentativas de minimizar a gravidade da sua prática, continuo achando que o melhor fim não justifica quaisquer meios". Todo fim requer algum meio, qualquer que seja, independente de ser legal ou ilegal, e esse detalhe ficou no ar sem maiores explicações. O esclarecimento que ficou a dever é: quais seriam os limites dos meios utilizados para justificar os melhores fins? Em resposta de pronto seria: os limites da lei. E aí vem outro conflito, que empurra a mídia para a função investigatória a fim de atender ao cidadão/leitor que não aceita mais "o formalismo paralisante do Judiciário, responsável maior pela desconfiança com que a sociedade encara a possibilidade da realização da justiça".
No artigo fica bem exposto esse conflito, nas frases: "A publicação de grampos pode ser tudo isso: denúncia verdadeira ou chantagem vil."; "Alguém imagina, por exemplo, que a apuração e punição dos principais beneficiários do esquema de corrupção armado na construção da sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo teria sido possível sem a pressão de um autêntico jornalismo de denúncia? É óbvio que não."
Ontem (8/7/01), no Passando a limpo, de Boris Casoy, Denise Frossard expôs de forma franca a raiz dos males da impunidade no país: o Legislativo. É rompendo o círculo vicioso de leis que protegem os grupos de poder que fazem as leis que se inicia, de fato, o combate à impunidade geradora da corrupção.
Agora, foi proposto ao Congresso fórum "muito especial" para ex-políticos! É o efeito Menem, Fujimori, Pinochet, Milosevic e outros ex-poderosos. Em 2000 não passou, mas agora, com a possibilidade de Itamar ou Lula serem eleitos, há real ameaça de uma CPI para apurar como foram feitas as vendas das teles, da Vale... e inúmeros contratos. Aí, a turma que ultrapassou os limites da irresponsabilidade treme nas bases, e pode se defender aprovando mais essa aberração. Devemos assistir calados os crimes contra a sociedade, no cumprimento de um desejável rigor ético? É importante para todos nós discutir esses limites.
José Renato M. de Almeida, Salvador
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