Edição de Marinilda Carvalho
Edição um tanto brumosa, como não poderia deixar de ser, após o espetáculo dantesco proporcionado pela mídia na cobertura dos crimes de São Paulo.
Com a palavra, o leitor.
"O que é pior? Um bandido que comete um crime atroz (...) ou um "jornalista" (...) que se utiliza desses fatos e das pessoas fragilizadas apenas para sua própria promoção pessoal?"
"Do jeito que as coisas são anunciadas e cobradas até parece que só a polícia mata. Essa massa humana que está abarrotando os nossos precários presídios está lá por quê?"
"Entre SP e RJ não existem mais de 300 portes de armas válidos, hoje. No RS, são cerca de 40 mil. Onde viceja o banditismo? Onde se mata mais?"
"Não sei se é ingenuidade minha, mas qual o valor jornalístico em informar ao leitor que a menina Liana Friedenbach foi torturada e violentada antes de ser morta?"
"Pior do que o ocorrido é esse mexe, remexe, revira. Explora-se por todos os ângulos."
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A DITADURA DERROTADA
O sabe-tudo
Finalmente leio algo a respeito do Sr. Delfim que se encaixa na minha opinião. O "super-ministro" que hoje sabe tudo e critica a todos.
Gerson Paulino, São Paulo
Mexendo em vespeiro
Obrigada a Alberto Dines por continuar não tendo medo de mexer em vespeiro (Delfim Neto, uma unanimidade nacional que não dá pra entender). Precisamos de mais jornalistas da tua cepa.
Maria Luiza Franco
Leia também
Delfim, enfim – Alberto Dines
Leitura essencial
Excelente artigo. Elio Gaspari é leitura essencial para se conhecer melhor os anos de chumbo que o Brasil viveu.
Maria Carolina Falcone
Como sempre
Como sempre, excelente o trabalho de vocês. Parabéns.
José Dionísio Ladeira
Matada e ordenada
O texto do Dr. Palhano é cáustico, por verdadeiro. Mas creio que deveria haver a singela diferenciação entre mortes matadas consentidas e as mortes matadas ordenadas. Quanto ao resto, é baixar a cabeça de vergonha e talvez, pouco depois, tentar erguê-la e democraticamente reagir.
Orlando Lemos
Abrindo a caixa-preta
Cresci ouvindo minha mãe repetir: "Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe". Agora, acabando de ler o livro A ditadura derrotada, do jornalista Elio Gaspari, sou imediatamente remetido àquela frase materna. Os fatos narrados no livro escancaram para a sociedade brasileira uma realidade que alguns julgavam para sempre enterrada. As verdades surgem e o Brasil muda. Essa é uma experiência que dia a dia se torna mais freqüente. Cotidianamente estamos presenciando a comprovação de fatos a respeito dos quais alguns segmentos da política e da imprensa tentavam alertar o povo brasileiro já há algum tempo.
Seguramente, na medida em que a "caixa preta" for sendo aberta, outras verdades surgirão. O Brasil acabará sabendo das barbaridades cometidas nos anos de chumbo da ditadura militar.
Júlio Ferreira, Recife
Leia também
Noites mais escuras, chumbo mais grosso – Deonísio da Silva
A democracia que mata – José Antonio Palhano
A quem pertence o espólio de Golbery? – Alberto Dines
Impressões de primeira leitura – Victor Gentilli