18/11/2003 7/11

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MÍDIA & GOVERNO
Outras prioridades

Estou chocado com a possibilidade de o BNDES vir a financiar empresas da mídia. Penso que o dinheiro público deveria ser mais bem-empregado, pois há prioridades muito mais relevantes do que socorrer programas de quinta categoria que pululam hoje na televisão brasileira. Penso que se estes financiamentos saírem terão duas origens nefastas: o interesse de subordinar (a já tão servil imprensa brasileira) completamente a mídia e, o total descrédito e desmoralização da mídia nacional, que se tornaria réu confesso do crime de incompetência, uma vez que não consegue sobreviver num negócio de concessão pública gratuita. Espero que este crime de lesa-pátria e dos cofres públicos não venha a ser cometido.

Evandro Agnoletto

 

Lei da selva para eles

É deprimente saber que se cogita em oferecer dinheiro público para esta mídia podre. Estes empresários não são tão entusiastas do neoliberalismo? Ou neoliberalismo nos olhos dos outros é refresco? De minha parte, sugiro a Marinhos, Mesquitas e Abravaneis da vida que assumam seus equívocos e submetam-se ao darwinismo econômico, que tanto prezam. Lei da selva para eles! Quem sentirá falta deles?

Moacir Carvalho Moreira

 

Venham debater

Como dito por Alberto Dines, é necessário que esta discussão figure em todas camadas da sociedade. Nós, alunos de Comunicação (grande parte de Goiânia), estamos fazendo a nossa parte. Discutimos sobre a (im)parcialidade da comunicação, discussão esta que começou com o anúncio do financiamento do BNDES às empresas de comunicação. Caso queiram colaborar mais efetivamente para nossa discussão, estamos hospedados no <yahoogrupos.com.br> com o nome <enecosgyn>. Apareçam.

Pedro Palazzo

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Versão oficial

Na sexta-feira, 7/11/2003, enquanto praticamente toda a imprensa noticiava a gafe do presidente Lula na Namíbia e sua repercussão no Brasil entre aliados e adversários políticos, o Jornal Nacional noticiava que o presidente havia "elogiado" a limpeza da cidade, quando disse que ela era tão limpa e bonita que nem parecia estar na África. O fato em si, para quem já está acostumado ao linguajar do presidente, pode ter sido de menor importância e significado, mas o comprometimento do Jornal Nacional com a versão oficial foi gigantesco.

Helder Cordeiro da Conceição, Goiânia

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Ações co-legitimadas

O senhor Otávio Frias Filho, ao declarar que Lula age tal qual seu antecessor o permitiu, esquece-se – por que será? – que o jornal por ele comandado era o primeiro a co-legitimar, as ações do então presidente. Para que não haja dúvidas: FHC.

Lucas Mourão

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