18/11/2003 8/11

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EXCESSOS E OMISSÕES
De xales e Marguerites

Erramos da Folha de domingo, 16/11:

** Reconhecem que trocaram a foto da Marguerite Yourcenar pela da Marguerite Duras. Deve ter sido por causa do xale de lã.

** Reconhecem que a Zuzu Angel era mãe da Hildegard Angel, não irmã.

Mas, pasmem, na página A-31 a reportagem sobre o casamento do soldado americano com a médica iraquiana comete o seguinte: chama a médica de E.A. e repete duas vezes que não darão o nome dela porque ela pediu – por motivos de segurança – para não ser identificada. E publica duas fotos dela, uma bem de frente, para que os serviços secretos não tenham a menor dificuldade em achar a ficha dela. Pode?

Ana Lagôa

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Interesse menor

Incomoda a visão relacionada à imprensa, e à mídia em geral, de inquestionável defensora da democracia. Reconheço seu extremo poder sobre a sociedade, inclusive na defesa da democracia e de nossas instituições. Mas não podemos esquecer que a decisão entre defender a democracia ou interesses menores está nas mãos de poucos "abençoados". O controle social, tão esperado, resolverá parte desse e de outros problemas, mas enquanto este não chega é melhor tomar cuidado. Não basta à mídia exigir rígido controle da sociedade sobre os três outros poderes e reagir indignada a qualquer questionamento. É claro que houve exagero do Ministério Público no caso Gugu e tal deslize foi prontamente corrigido por outras instâncias do Poder Judiciário (aliás, é para isso que elas servem). No entanto, todos devemos ter cuidado: a sociedade de não confundir mídia com o programa do Gugu, e a mídia e seus representantes de evitar o caminho fácil de confundir, nem sempre involuntariamente, a exigência de uma mídia responsável com qualquer forma de censura.

Thogo Lemos dos Santos, médico, Uberlândia, MG

 

Vergonha da profissão

Sempre fui contra o cerceamento da liberdade de imprensa, mas tem jornalista que a própria classe deveria censurar e expurgar de seu meio, pois mancha a imagem da imprensa, envergonha a profissão e enoja a população. Aqui em Itapema, SC, tem um jornal chamado Observador do Litoral, que de tão sem-vergonha é dado, que ninguém pagaria por ele. E que tem o descaramento de publicar lixos como este:

"E a Shirlei Bastos segue aplicando golpe nas pessoas. Apesar de der dado de comer quando andava fritando merda para comer bolinho e pagar uma parte de suas contas, cuja palavra de seus familiares de pagar o debito comigo ficou só na palavra! Coisas de picaretas, cuidado com ela!!!" (transcrição exata do texto publicado, na edição 112, assinado pelo Sr. Lahyre Escobar, diretor do jornal)

Não conheço esta senhora, mas fiquei revoltado com o que li, pelo extremo desrespeito e baixo calão com que a senhora foi tratada pelo jornalista, inadmissível num órgão de imprensa. Deveria haver um padrão mínimo de ética profissional, qualidade, decência e respeito admissível num meio de divulgação que se dá o direito de circular publicamente. Este é apenas um exemplo, porque a especialidade deste jornalista é emitir opiniões deste mesmo baixo nível sobre todo tipo de pessoa que contrarie seus interesses pessoais, ou que incomode o grupo de interesse que o mantém, como no caso do que publicou a meu respeito, no editorial desta mesma edição do jornal:

"... aí vem um Zé mane qualquer se elege presidente de uma Associação de Bairros, como aquele da meia Praia ... Na hora de enfrentar o cacete estavm escondidos na barra da saia da mamãe, ou estavam passeando com as namoradinhas"

A Associação de Moradores que presido tem sido contrária à destruição do meio ambiente que vem sendo praticada por pessoas e grupos que ele elogia e promove. Em minha defesa sou obrigado a dizer que sou engenheiro, que já fui professor de três universidades de renome, que tenho vida ilibada, honesta, que sou muito respeitado na comunidade, que já tive a honra de ser escolhido para representar mais de 18 entidades comunitárias e que este jornalista não me conhece, nunca falou comigo, nada sabe de minha vida, não tendo portanto o mínimo direito de falar nada de mim, nem de tantas outras pessoas de quem ele fala sem pudor, sem respeito, sem conhecer e impunemente.

Sugiro que a imprensa cuide de expurgar estes maus elementos de seu meio, pois colocam em cheque a legitimidade e o valor da própria instituição.

Luiz Fernando Cavalcanti, presidente da Associação de Moradores da Meia Praia, Itapema, SC

 

Da Carolina do Sul

[Tradução abaixo] From South Carolina, journalist Tim Bullard: I would like to thank you for coverage of the article about me and the bordello I did a story on. It made my day to see the translation finally on <www.google.com>, because for so long I did not know its contents from Spanish. You should do another story on it because I hear from my sources that it is still open. Thanks again. Adios. With love,

Da Carolina do Sul, jornalista Tim Bullard: gostaria de agradecer pela cobertura do artigo a meu respeito e da minha matéria sobre o bordel. Ganhei o dia ao ver finalmente a tradução no Google, porque até agora não conhecia seu conteúdo em espanhol. Vocês deveria fazer outra reportagem sobre isso, porque soube por minhas fontes que ainda está [o bordel] aberto. Obrigado outra vez. Adiós. Com amor,

Tim Bullard <www.timbullard.com>

Nota do OI: Evidentemente respondemos ao prezado colega que aqui no Brasil falamos português. :-)

 

Ombudsman de fachada?

E um ombudsman no NY Times fará diferença? Se Okrent não assume a responsabilidade de monitorar os possíveis erros do jornal, para que veio? Uma coisa é criticar a saída de um colunista esportivo, outra é estimular a análise crítica do leitor. Mais parece cargo de fachada. Um escudo que defende a credibilidade do veículo dos ataques da concorrência. "Okrent, defenda-nos!" – disseram Raines e Boyd [Nota do OI: Howard Raines e Gerald Boyd não chefiam mais a redação do New York Times. Pediram demissão no rastro do escândalo Jayson Blair. Bill Keller é o novo editor-executivo.]

Roberto Almeida, Curitiba

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