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MÍDIA & ATEÍSMO
Elogio

Excelente artigo!

Mozart Hasse

 

Mais elogio

Ateísmo exige honestidade absoluta. É sua condição básica e necessária, embora não suficiente. Acredito que seja realmente difícil contar quantos são os ateus. Ateus não se exibem em praça pública, não são chatos, não fazem proselitismo e não se elegem prefeitos em São Paulo. Lembre-se do tempo da quase eleição do FHC, derrubado na reta final pela infeliz pergunta de Boris Casoy – aliás quanta coisa infeliz fala o Boris Casoy! Raramente alguém se dedica ao tema, na imprensa, com a propriedade, maestria e lucidez, como fez você. Um abraço cheio de admiração.

Humberto Crivellari

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Longe dos olhos de ver – Daniel Sottomaior

 

MULHERES DEPRAVADAS
Estudo semiótico

Podemos observar que as imagens produzidas não são jogadas ao acaso e muito menos sem estudo prévio de como fazê-las. As novelas produzidas pela Rede Globo sempre tiveram um caráter alienatório na sociedade brasileira. Não faz muito tempo, esta mesma emissora veiculou o seriado Anos dourados, no qual vinha enraizada a filosofia de levante popular. Seriado este que reproduzia os momentos de luta pela liberdade democrática. Neste momento, vivíamos o calor do impeachment e dos caras-pintadas, que na oportunidade esta emissora apoiava e de forma mediática incutiu na cabeça dos brasileiros essa vontade de levante. Como podemos observar, não é de hoje que temos nas novelas e minisséries globais o estudo semiótico daquilo que querem passar.

Carlo Belluzzo, jornalista

 

A culpa é da mulher

Parabéns pelo excelente comentário, se é que podemos humildemente assim chamar esse precioso material, só acrescentando, entre as relações "normais", o sexo e a relações amorosas interprimos. Não é uma questão de falso moralismo ou puritanismo barato, mas acredito que se hoje a visão da mulher encontra-se estereotipada como apresentada na novela das 8, a grande (talvez não seria errado dizer, a maior) culpada é a própria mulher que, por medo de uma passageira ou eventual solidão, ou então para mostrar o quanto é "liberada" e independente, do seu corpo e de sua moral, passou a desconsiderar preceitos ensinados por nossas avós, nossa mãe: o respeito a si própria. Como podemos questionar o autor da trama ou qualquer outro comentário semelhante se nós próprias, mulheres emancipadas, não nos damos o devido respeito, em vez de roubar ou impor papéis?

Claudia Toselli, jornalista

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Mulheres apaixonadas ou mulheres depravadas – Nelson Valente

 

MOÇAMBIQUE
A triste Montepuez

Montepuez... Nasci nessa terra, meus amigos. hoje, navegando pelas páginas da internet descobri esta notícia que me deixou estarrecido pela tamanha falta de humanismo com pessoas que muito provavelmente nenhuma ligação têm com política.

É muito triste saber que minha cidade natal se tornou notícia por calamidades e atos tão discrepantes e estarrecedores. Nasci aí e aí vivi meus primeiros 18 anos de vida quando meu pai, diante de tanta falta de humanismo e caráter por parte das pessoas que passaram a comandar o governo, decidiu também deixar toda uma vida de trabalho e muito sacrifício para trás.

Não tenho saudades de Moçambique, tenho sim, muita pena das pessoas que ficaram e não tiveram a mesma oportunidade que tive naquela época. Como disse, nasci e vivi aí meus primeiros 18 anos de vida e tenho muita saudade do pessoal de Montepuez, Namuno, Nevila.

Mas a vida é mesmo assim. Cheia de tropeços e desencontros e nos faz lamentar coisas que passaram em nossas vidas que poderiam ser lembradas com saudade do fundo do coração. Um abraço a todos e que Deus os proteja, se é que Deus viu isso.

Vitor Mendes

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Os sons do silêncio – Rui Paulo da Cruz

 

IMPRENSA EM BAIXA
Credibilidade nula

Acompanhei durante muito tempo as pesquisas do Ibope sobre credibilidade das instituições. A da imprensa era sempre uma das mais baixas. Por quê? Os jornais não se preocupam em informar, fazer jornalismo, mas sim em atender os interesses dos anunciantes e do governo, manipular a informação de acordo com interesses econômicos dos poderosos da vez. O povo não é idiota. Não há o que reclamar.

Paulo Couto Teixeira, Brasília, DF

 

AGAMENON
A coluna sumiu! Foi o Lula?

Já faz três semanas que o jornal O Globo parou de publicar a coluna Agamenon, da turma do Casseta & Planeta, que tinha lugar no Caderno 2, todo domingo. Coincidentemente ou não, isto aconteceu imediatamente após o tema abordado ter sido Fome Zero. A coluna sumiu sem nenhum esclarecimento aos leitores, situação anormal neste jornal. Consultado por e-mail, tanto o Caderno 2 quanto a editoria preferiram o silêncio. A impressão que fica é que a direção do jornalão, pressionada ou não pelos novos donos do poder político do país, resolveu impedir qualquer crítica, mesmo que humorística, ao governo. Acho que este assunto merece uma investigação e esclarecimento, pois pode – e deve – estar havendo um pacto de interesses entre a grande imprensa e os novos governantes.

Luiz Eduardo Souza Lima, Brasília

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