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BUMBUNS
Protesto contra título
Não deu para entender o deboche do título "Deixem os bumbuns em paz" dado a meu comentário de matéria do Observatório. Acho que não me fiz entender, ao reclamar do eufemismo utilizado para o vocábulo "bunda"!
Como deixar em paz essas bundas abusadas que entram pelos nossos olhos, nossas caras, nossas casas, nossos aparelhos de TV, "nossas bancas da esquina", nossas vidas? Elas precisam é ser abolidas da mídia! Tanto blablablá sobre "baixa qualidade de programação" e alguém vem com este título, como se tivesse sido dito por leitor. Leitor não põe título em carta ou comentário e por isso penso que deva ser colocado de forma responsável, para evitar interpretações errôneas.
Abolidas, sim! E não confundam com censura, pois onde tem bunda, com exceção da dos indígenas autênticos – não de indígena de novelas e afins! – tem a tal "baixa qualidade de programação", que até já virou clichê! Seja na mídia impressa, eletrônica ou televisiva. É quando a bunda feminina é usada para "tentar" aumentar o consumo – de produtos, de revistas ditas masculinas ou mesmo, e infelizmente, femininas (e às vezes até das que são conhecidas como "de informação") – ou o "Ibope"! É quando, como disse Frei Betto, na publicação Mulher, da CUT – Central Única dos Trabalhadores, n° 6, março de 2003 – a mulher é associada "à publicidade de cervejas (...) como um adereço a mais de consumo".
Marli Ribeiro
MÍDIA ESPORTIVA
Cartão vermelho
Segundo Arnaldo César Coelho, comentarista da Rede Globo, "a regra é clara", ou seja, se um jogador é expulso ele deveria cumprir automaticamente suspensão por um jogo, ou mais, dependendo do caso. Mas isso não está sendo aplicado no futebol brasileiro. Todos sabemos que o "tapetão" impera e quem tiver o melhor argumento terá grandes chances de absolver o seu jogador.
No jogo entre Caxias e Grêmio, válido pela primeira rodada do Campeonato Gaúcho, três jogadores do time gremista foram expulsos: Tinga (por ter retardado a cobrança de falta – ele já tinha um cartão amarelo), Claudiomiro (xingou o juiz) e Rodrigo Fabri (o caso mais violento, em um dos lances ele entrou com um "carrinho" violento e só tomou um cartão amarelo – era para expulsão, e mais tarde ele repetiu o mesmo lance, aí sim foi para o chuveiro).
Não posso esquecer do polêmico goleiro Danrlei, que nem deveria ter entrado em campo (na partida anterior ele agrediu o juiz reserva, foi condenado a 60 dias, mas devido a burocracia, acabou sendo absolvido).
Esse é um dos casos (entre tantos outros) que acontecem no futebol brasileiro. A regra não é clara, não existe cartão vermelho, você pode quebrar a perna de um jogador e nada acontece, pois os cartolas defendem seus clubes. Não gostaria de citar nomes, mas o principal deles é o Eurico Miranda (presidente do Vasco), todos o temem e ninguém tem coragem de tirá-lo de campo. Enquanto existirem essas pessoas, o futebol continuará sendo essa baderna, sem leis, sem regras e no qual quem tem mais (dinheiro) vence.
Alisson Cassol Dozza
INTEGRALISMO
Surpresa desagradável
Uma surpresa desagradável eu tive ao ler no OI uma defesa da famigerada ação integralista feita por Dário Di Martino. Em pleno século 21 ainda temos que conviver com fascistas. Essa raça tem que ser exterminada da face da terra. E como não podia deixar de ser, o tal fulano é filiado ao Prona. Tá explicado.
Rogério Tavares
Todos totalitários
Este tal de leitor Alexandre Soares Cavassin foi extremamente patético ao falar de meu artigo. Não disse nada com nada. Estude um pouco e conversaremos. Como o OI publicou minha carta? Ora, falam tanta em democracia, não falam? Todo mundo é totalitário. A questão é saber até onde vai o limite "democrático" de cada um. Simples.
Dário Di Martino
Leia também
A Globo te faz de bobo – Dário de Martino (rolar a página)
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