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COPA 2002
Crueldade desnecessária
Apesar de refletir o sentimento de rivalidade esportiva da maioria do povo brasileiro (na qual não me incluo), a manchete do caderno de esportes de O Globo, que parafraseia a publicidade de um cartão de crédito, foi desnecessariamente desrespeitosa com o povo argentino. Embora inteligente e criativa, reflete falta de ética profissional. Serve apenas para o autor coleguinha ter uns parcos centímetros de glória momentânea entre os pares que conhecem sua identidade.
Num momento em que o jornalismo tem exemplos de coragem com a perda de Tim Lopes, brincadeiras como essa fragilizam a credibilidade de jornais de massa com o porte de responsabilidade de O Globo. Será que os jornais argentinos se comportaram de maneira semelhante quando perdemos a final de 98, na Franca?
Sonia Miranda
Com gringo tem que falar grosso
Faço coro às criticas do colega Alberto Dines no caso Globo e Copa do Mundo. Parece que a poderosa empresa de comunicação está contaminada pelo jeito brasileiro de alguns conterrâneos "fazerem negócio com os estrangeiros", ou seja, a gente só fica em desvantagem. Tem que falar grosso com esses gringos. Afinal, sem o Brasil essa Copa seria uma fiasco. Isso tem que valer alguma coisa na hora da negociação.
Wiillian Adeodato
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As verdades no caneco – Alberto Dines
Peça literária
É gratificante ligar o computador nesta manhã e ler esta maravilhosa peça literária. Estou encantado. Sei que não serão muitos os encantados. Não sou Pangloss. Meu muito obrigado.
Humberto Crivellari
Pensamentos evasivos
Achei o texto por demais rebuscado. Todavia concordo com a idéia central. Nenhuma novidade... Interessante e sobremaneira revelador é o comportamento nipônico nas ruas. Deixemos pensamentos evasivos, evasivos, evasivos...
Sandro Pompeo
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Jornalismo esportivo e os ídolos de barro – Ivo Lucchesi
Enfeitou demais
A análise feita por Paulo Lima foi rápida, rasteira e bem feita, apesar de tratar de algo um tanto quanto óbvio: a notória falta de imparcialidade e o jeito (pretensamente) apaixonado do Galvão Bueno de ser, alem de todo o empenho da Globo de tornar a Copa o acontecimento principal em nossas vidas atualmente.
Mas eu não gostei de algo no texto do Sr. Lima, que é o excesso de preciosismo em seu texto: escrete canarinho, exegetas da pátria, que pulula pela nação afora, festival de casuísmos. E a mais mais de todas: os lances da contenda são edulcorados pela assepsia feliz do sorriso (...)!
Achei um tanto forçada a tentativa de escrever um texto ao mesmo tempo elegante e malandro. Entendi o texto com clareza, embora os termos tenham acabado por me chamar mais atenção do que o próprio tema abordado.
Sei que não sou ninguém para dar conselhos sobre como se deve escrever um texto, mas vi que o autor é estudante de Comunicação e eu, que posso ser incluído na mesma classificação, resolvi dar um "toque" a meu colega de estudo.
Rafael F. Costacurta
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As preferências do Galvão – Paulo Lima
França, o paco da Copa
O paco, na gíria policial, é um pacote com jornais velhos simulando dinheiro, que os vigaristas usam, com histórias mirabolantes, para enganar incautos.
Acabo de assistir ao jogo Senegal x Suécia, vencido pela jovem equipe africana, que se qualificou para as quartas-de-final e, quem sabe, para uma semifinal. A imprensa e a TV francesas, agora sem poder endeusar a ridícula atuação de sua seleção nacional, gastam espaço na mídia para elogiar a seleção do Senegal e a do Japão por terem franceses como técnicos.
Devemos ser compreensivos. Após as decepcionantes atuações de Zidane, Barthez, Henri, Petit e outros milionários, a França está classificada... mas como a 28ª seleção, entre as 32 que participam da Copa. Não fizeram um gol sequer e marcaram apenas um ponto... Pior, só China, Eslovênia e Arábia Saudita. O paco foi bem preparado pela mídia e os grandes anunciantes...
Ouvi na televisão que os uruguaios não puderam dançar o samba quando voltaram ao país... A mídia francesa não deixa de dar suas pequenas agulhadas na seleção brasileira. Quando se referem a Roberto Carlos, mencionam não o brasileiro, mas o madrileno, porque joga no Real Madrid. Ao mencionar o Senegal, sempre lembram que os 22 atletas jogam em times da França. Eles vão terminar dizendo que a Seleção Francesa B continua na Copa. Se de Inglaterra, Alemanha ou Brasil sair o próximo campeão do mundo, talvez digam que o avô do técnico era de origem francesa.
Os franceses vivem de memória. Comentando as comemorações da vitória do Japão, lembram que a maré humana parecia a da famosa noite de 12 de julho no Champs Elysées em Paris. Aliás, nos últimos quatro anos não se cansaram de mostrar a todo instante a vitória sobre o Brasil.
Joel Conrado
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