19/08/2003 2/8

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ROBERTO MARINHO
Conteúdo e estilística

Certo no conteúdo, o artigo do professor Gilson Caroni Filho é de uma estilística presunçosa que o faz um exemplo do acadêmico de cartoon e do mau jornalista. Festejo a iniciativa da crítica e lamento que assim tenha sido realizada.

Ricardo Moraes-Pinto

 

Vestes inexistentes

O rei está nu e seus súditos aplaudem vestes inexistentes. Parabéns, professor Gilson Caroni Filho, por desmistificar a orquestração publicitária. Pena que seja uma voz isolada. Continue assim. Precisamos de gente lúcida e digna.

Cláudia P. Monteiro e Célia Lacombe Monteiro

 

Para as novas gerações

O único meio de comunicação a publicar um artigo crítico sobre a trajetória de Roberto Marinho foi o Observatório. "Epifania editorial", do professor Gilson Caroni, entra para a história e é um marco na história do Observatório. Texto digno de ser lembrado e divulgado para as novas gerações. Simplesmente maravilhoso.

Christhiane Fernandes

 

A verdadeira história

Gilson Caroni, o primeiro parágrafo mata a pau e na última frase, o epitáfio é brilhante: "Levam com eles o silêncio dos que se diziam inocentes". Na analogia para e pela sobrevivência, ele "jogou todas as fichas em forças sociais que perpetuariam o atraso e raspou a mesa. Foi, em nome da expansão de seu império, parceiro de regimes que suprimiram liberdades civis e acentuaram a exclusão social" e, "democrata por natureza, assistiu impávido à supressão de liberdades civis e ao desfiguramento das instituições republicanas". É muito bom ler e relembrar a verdadeira história do meu país.

Jackson Saboya

 

Comentário real

Li e gostei muito do artigo "Epifania Editorial". Já estava cansada de ler na mídia apologias e mais apologias ao RM. Até que enfim um comentário real.

Iêda Almeida

 

Andorinha solitária

Vocês merecem aplausos. O professor Gilson Caroni Filho, em texto bem-escrito, muito bem-argumentado, mostrou que a história pode e deve ser escrita com clareza e elegância. O que não encontrei em jornais e revistas (todas rendidas ao dono do país) aqui pude ler em artigo contundente. É bem verdade que outros articulistas do Observatório entoaram a ladainha ouvida e lida em todos os outros meios de comunicação. Mas, nesse caso, uma andorinha solitária fez o verão chegar mais cedo.

Celso Bianchi, advogado

 

Lembram de Tancredo?

Concordo com o autor. Mas na história da política brasileira temos assistido a episódios muito semelhantes a este. Lembram de Tancredo Neves? Parabéns pelo texto, Gilson, poucos têm a coragem de pensar e levar os leitores a uma reflexão como esta.

Mariana Monteiro, editora de conteúdo, Rio

 

Despida de hipocrisias

Despida de hipocrisias, uma das únicas análises post mortem que merecem ser lidas por quem ainda preserva os neurônios responsáveis pela formação da memória. Afinal, o "povo não é bobo", mas (h)ouve a Rede Globo. Parabéns pelo texto e pelo nobre espaço.

Murilo Andrade

 

Sutileza e leveza

Um texto ímpar, com a sutileza e a leveza de quem, ao que parece, sempre se indignou com o processo de emburrecimento tático da população brasileira. A lembrança das alianças políticas de Roberto Marinho é digna de um futuro processo depressivo da população. Vale lembrar que a lei das comunicações brasileira não abre concessão a qualquer um, e sim a quem desejar o governo. E que esta lei vigora desde a época ditatorial, quando se deu fim à era Tupi. Também acho desnecessário recomendar o documentário Beyond Citizen Kane, produzido pela BBC. [N. da R.: a produção do documentário é do Channel Four.]

Marcelo Raed, estudante de Jornalismo

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Epifania editorial – Gilson Caroni Filho

 

A imprensa que não é

Nos dias atuais temos uma rede de mídias unipolarizadas que controla boa parte de nossos argumentos. Tendo por princípio que estes argumentos são a base do raciocínio e são manipulados pela imprensa, temos, então, um grande mal que influi na formação do pensamento e, por conseguinte, em nossas atitudes. O Sr. Roberto Marinho aprendeu muito bem este receituário imperialista e o importou para o Brasil. Infelizmente, a imprensa brasileira é unânime em aceitar este receituário para ganhar dinheiro e controlar os "homens-débeis" e assim adquirir poder.

A morte de seu mentor veio com uma cobertura jornalística nefasta para tornar esta alma em "deus". Nas reportagens foi escondido o mal que este homem fez a nossas vidas e, assim, mais uma vez maquiaram a verdade para seus controlados leitores e ouvintes. Afinal, para os adeptos do capitalismo, mais vale a fortuna do que o caráter.

Hoje os "grandes homens" da história se fazem por sua fortuna e poder, e não mais por atos. Esta inversão de valores nos causou e está causando uma regressão evolutiva sem precedentes. O que vale uma empresa de Primeiro Mundo (Organizações Globo) se esta é um dos indicadores de nossa desgraça humana? Isso é comemoração para pessoas medíocres que são fãs da cultura da idiotização e acreditam que assim estão a caminho do tão cultuado "Primeiro Mundo".

Luciano Arruda, engenheiro civil, Recife

 

Curta e grossa

Parodiando a propaganda veiculada na TV, poderíamos dizer que a carta publicada no Observatório de 12/8/2003 sob o título "Amnésia nas redações" representa o Brasil que pensa... ajudando o Brasil que não pensa. Este, representado pela carta "Brasil mais pobre"...

Marli Ribeiro, São Paulo

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Amnésia nas redações e Brasil mais pobre – Caderno do Leitor [rolar a página]

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