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Edição de Marinilda Carvalho
Leitores se referem aqui no caderno – nas cartas "Apocalipse no OI I", II e III" – ao texto intitulado "Apocalipse", que abriu a edição 138 do Observatório, disponível a partir da noite de terça-feira, 11/9. Ou seja, quando o mundo ainda sentia as ondas de impacto das explosões nos Estados Unidos.
Aos primeiros leitores, que compreensivelmente já queriam análises sobre o tema na edição, lembramos que o Observatório não é um site noticioso, mas de observação crítica do desempenho da mídia. O trabalho da imprensa estava em andamento, e um andamento vertiginoso. Os colaboradores precisavam de tempo para avaliar a cobertura, feita, também compreensivelmente, aos trancos e barrancos, sob o choque dos acontecimentos.
Ao terceiro leitor, que mais compreensivelmente ainda condena o uso da palavra "negro" como sinônimo de "ruim", esclarecemos tratar-se de uma óbvia alusão ao Setembro Negro de 1972, quando atletas israelenses foram executados por terroristas nas Olimpíadas de Munique. A expressão Setembro Negro, mesmo politicamente incorreta, como todos reconhecemos hoje, marcou para sempre aquele episódio.
Para encerrar, um voto preocupado: que a mídia não azeite o gatilho da guerra. Não precisamos de mais esta culpa no cartório.
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Nota da Redação : O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.
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Aos leitores
O Observatório da Imprensa registrou nos últimos dias em sua caixa postal uma notável presença dos leitores, que enviaram textos expressando seu horror ou manifestando suas reflexões em face dos ataques terroristas nos Estados Unidos. Dado o foco estrito do OI, que analisa a mídia e a cobertura dos fatos, e não o mérito dos fatos propriamente ditos – algo que muitos outros sítios fazem muito bem –, não foi possível a publicação de alguns textos recebidos, o que entretanto não diminui nosso agradecimento pela colaboração.
Contamos, por isso, com a compreensão dos leitores Gilmar Antonio Crestani, José Renato Almeida, Martim Vasques da Cunha, Marco Mendonça, Carlos Alberto de Oliveira, Alejandro Carriles, Joel Conrado, E. Mendes, Roberto Bittencourt, Walfrido Cabral Claudino, José Luiz Gomes, Marcel Gomes, Fábio Sola Penna, Marcos Chiesa, João Carlos Gomes, Silas Corrêa Leite, Isak Bejzman, Gerson Guelmann, Said Barbosa Dib e Cristiano Almeida Pereira. Suas manifestações são pertinentes, mas fogem do foco deste veículo. De todo modo, muito obrigado.

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