7/10

Procure no arquivo

TURMA DA MÔNICA
Império do "bonitismo"

"Se não sabem desenhar, se carecem de habilidade verbal, se a imaginação lhes falta, então o que explicaria o fato de serem publicados? A resposta só pode ser encontrada naquilo que têm em comum: a grosseria. Nada poderia ser mais apropriado ao público brasileiro." Bom, o autor deve desconhecer totalmente a realidade do mercado de imagem brasileiro, em que impera o "bonitismo " de forma totalitária. Qualquer um que não faça algo bonitinho, fofinho ou coloridinho, saiba desenhar ou não, tem terrível dificuldade de trabalhar e permanecer no mercado. No Brasil, Scarfe e Steadmann morreriam de fome ou teriam que ir procurar emprego como desenhistas do seu Maurício de Souza...

O fato de algumas poucas ilustrações expressionistas ou "feias" conseguirem passar é resultado de um terrível esforço. A realidade é feia, mas a imprensa gosta de vesti-la de chantili, mesmo a imprensa que se diz alternativa. Mas às vezes, como vimos em NY, o feio se impõe. Feia como a realidade do povo brasileiro, O Feio que sempre esteve lá.

Kipper



Ouça o professor

Alguns argumentos dele fazem sentido, outros somente causam inconformismo. Veja o que ele afirma: "Acreditam eles que o esforço de ‘bolar’ uma tira em quadrinhos, um roteiro cinematográfico, uma peça teatral etc. deva ser suficiente para garantir ao autor direito de passar pela vida sem dar satisfação à comunidade à qual se dirigem"....

Nada é tão sagrado que não possa ser criticado. O jornalista Abramo tem o direito de criticar o que quiser, mas antes deve procurar entender o assunto, e não passar informações inexatas. Se ele não gosta da Turma da Mônica, é um direito dele, eu também não gosto, mas deve-se valorizar o que os quadrinhos de Maurício de Souza representam. Também não deve tachar "todas as tiras de quadrinhos" como medíocres, se ele não entende do assunto.

Ele disse em seu artigo: "Se eu fosse o editor..." – ele jamais será editor de nada, pois não sabe avaliar os trabalhos de outros. Senão do ponto de sua visão limitadíssima e hipócrita. Um editor sabe, no mínimo, selecionar um material bom de um ruim, independentemente de seu gosto pessoal, ao contrário do Abramo – nome que me lembra Abravanel.

Se ele quer criticar algo, pelo menos critique algo de que tenha, no mínimo, conhecimentos básicos, ou sujeite-se ao revide dos profissionais do setor sem ter que colocar em questão os conhecimentos dos colegas da ECA-USP, especialmente os do professor Waldomiro Vergueiro, que, com certeza, tem muito a lhe ensinar.

Ricardo Aníbal, designer gráfico e ilustrador



Sem escolhas

Desculpe, mas não me considero medíocre e muito menos alheia a tudo para responder ao péssimo artigo sobre a Turma da Mônica. Sinto pelo autor e pela infelicidade de suas palavras. Esta criação fantástica e brasileira de Maurício de Sousa encantou e encanta gerações, e sinceramente não tem nada de cópia. Será que este articulista realmente lê as histórias de Charlie Brown?

Sou professora, e meus alunos adoram a leitura de gibis. Fizemos todo um trabalho sobre historias em quadrinhos baseada nesta turma maravilhosa. E foi maravilhoso. Pena que o autor prive seus filhos desta leitura, ou melhor prive seus filhos de suas próprias escolhas. Espero ler artigos melhores.

Adriane Regina Bravo



Falando alto em vão

Infelizmente, estamos falando alto com um surdo. O Sr. Cláudio W. Abramo realmente não quer ouvir as críticas, ou não as entende. Uma pena que uma pessoa outrora tão esclarecida tenha se tornado tão insensível ou incapaz de compreender o que é bom ou ruim, ou mesmo a importância do livre arbítrio. Talvez tenha ficado assim por deixar de ler a Turma da Mônica... Lamentável que o Observatório da Imprensa dê espaço a alguém que não tem capacidade de argumentar, preferindo ridicularizar seus críticos a defender com argumentos seu ponto de vista.

Paulo André M. Kulsar, sociólogo, mais Daniel Esteves, Simone Hembecker, estudante de Direito – "E fã do Cascão!!!" –, Renato Pignatari Pereira, estudante de História da USP, Douglas, o cara que gosta de ler gibis, estudante da UFPR, Marco Tulio Cicero de Mesquita Porto, estudante de Jornalismo da UFPB, analista de Sistemas e fã da Turma da Mônica, Kusum Verônica Toledo, pesquisadora e educadora ambiental, fã de Chico Bento e do Sansão, Guilherme do Val Toledo Prado, professor universitário (Unicamp), Flávio César de Sá, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e apreciador de quadrinhos



Leia também

Quadrinhos também é imprensa – Cláudio Weber Abramo

Bolachas fagueiras – C.W.A.

Clítica, implensa e quadlinhos – Spacca

Os brutos também lêem quadrinhos – Spc.

Cartas 1

Cartas 2

Cláudio Weber Abramo responde



                                Mande-nos seu comentário




Observatório | Índice da edição | Busca
Objetivos | Purposes | Edições anteriores
Modo de Usar | Banca | Jornalistas na Net | Equipe