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DIPLOMA DE JORNALISTA
Só os notórios conseguem
Prezado sr. Dines, solicito que seja levada à discussão a questão dos registros profissionais de jornalistas com base no Decreto-Lei nº 972/69 (que possibilita o "provisionamento"), aplicável especificamente àqueles que não contam com graduação acadêmica em Comunicação.
Comparo meu caso ao de José Luiz Datena, da TV Record, o qual obteve seu registro de jornalista profissional "redator" sem maiores dificuldades. Ao mesmo tempo, meu requerimento, apesar de satisfazer plenamente as exigências legais, foi indeferido por razões, no mínimo, insólitas.
O ouvidor-geral do Ministério do Trabalho alegou nada poder fazer. Ora, então, quem poderá? Requeri ao próprio ministro, em março deste ano, e continuo aguardando resposta. Tenho a clara sensação de que ninguém quer discutir o assunto. Espero que o ilustre jornalista leve a questão às claras.
Não espero que V. Sa. advogue minha causa, mas que chame a atenção de autoridades, sejam quais forem, que insistem em fazer concessões aos mais notórios, desconhecendo casos como o meu, que preciso do registro profissional para garantia de subsistência. Estou certo de que V. Sa. demonstrará interesse por tratar-se de transgressão a regras constitucionais (Isonomia), fato que coloca em xeque o Estado de Direito.
Paulo
Fernando Flamínio Peres,
São José do Rio Pardo, SP
PRODUÇÃO CIENTÍFICA
Pouco respeito, muito achincalhe
Eu gostaria de saber qual o motivo que leva alguns jornalistas a ignorar completamente a produção científica brasileira na área militar. As Forças Armadas têm pessoal altamente qualificado e dedicado à produção de novas tecnologias que facilmente poderiam agregar valor aos produtos nacionais, auxiliando a inserção do país de maneira mais competitiva no mercado externo.
Um exemplo disto é o Veículo Lançador de Satélites, artefato produzido no CTA, que leva em seu bojo tecnologia de ponta e muito sacrifício dos engenheiros e técnicos, que lutam contra o descrédito, a falta de verbas, os embargos e o escárnio da mídia irresponsável. Os avanços na área de fotônica, materiais, combustível e softwares de controle são simplesmente admiráveis para um país dito do Terceiro Mundo. Porém, nada, nenhuma notícia, nenhuma palavra de apoio. O Veículo Lançador de Satélites só é lembrado quando algo dá errado. Aí sim, a mídia aproveita: achincalha, humilha, grita, quase em delírio convulsivo. É o êxtase midiático.
Até hoje não houve sequer uma matéria séria a respeito do projeto, um acompanhamento de jornalistas especializados. O que se viu foi a opinião de alguns "formadores de opinião" que, sem conhecer o assunto, são "experts" em derrubar reputações, destruir, sem saber até mesmo o que estão tentando destruir.
Não se vê em outros poucos países do mundo, que são detentores desta tecnologia, uma reação tão nefasta e impatriótica. Nos EUA, inúmeros foram os fracassos e, nem por isso, a opinião pública foi incitada contra o projeto. Na antiga URSS, os insucessos foram de igual ou maior monta que nos EUA, porém, pouco ou quase nada se noticiou.
A mídia precisa decidir: ou fala tudo ou não fala nada.Não pode ficar nessa posição pouco responsável de quem está torcendo para tudo dar errado e, no final das contas, noticiar: "Foguete brasileiro fracassa". Tudo em tom de alegria geral.
Domingos
Gonçalves

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