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FAUSTÃO
Açougue de vivos
Deixemos de lado a Casa dos artistas e o No limite, porque aí o chorume já seria caudaloso demais, mas é forçoso que nos atenhamos ao lixo televisivo servido às tardes de domingo no Faustão. Aquele concurso de pernas, em que a principal discussão é se a bunda faz ou não parte da perna, é o que de pior a televisão já pôde exibir. Mas, como os "profissionais" que trabalham para esse veículo sempre estão se superando, o pior, o pior e o pior ainda estão por acontecer.
Terá sido falta de coragem da produção do Faustão e de Maurício Shermann fazer logo um concurso de bundas? Creio que não. A "inutilidade" – já que serve para vender discos de Ivete Sangalo e peças dos mais variados atores globais em cartaz no teatro, o circo de Marcos Frota – de um concurso desses é de um desserviço ímpar. A fama a todo custo, a pequena glória a qualquer preço tem levado os concorrentes a aceitar qualquer proposta de programas como aquele. A anulação do indivíduo, concretizado pelo vestuário em que homens e mulheres são reduzidos a pernas e bundas e outros volumes, remete a um açougue de vivos.
Não demora muito e antes do final do concurso a tal interatividade da tevê será usada para que os telespectadores votem em que parte ou partes do corpo deverá ou deverão ser expostas nessa peleja amortecedora de cérebros. Tem que ter vísceras para agüentar o curtume em que esses programas se transformaram.
Edmilson Silva, jornalista
MANUAL DO HOMEOPATA MIRIM
Brilhante
Brilhante o texto "Manual do homeopata mirim". Com autorização do autor, ele está sendo divulgado na nossa homepage para nossos alunos, em um tópico sobre "Textos Científicos" <http://www.ufrgs.br/favet/imunovet/>.
Itabajara da Silva Vaz Junior, Faculdade de Veterinária e Centro de Biotecnologia da UFRGS
Magnífico
Meu comentário sobre o texto: magnífico e genial.
Renato Zamora Flores, professor do Departamento de Genética da UFRGS
Leia também
Manual do homeopata mirim – José Colucci Jr
HARRY POTTER
Vítimas do marketing
O que o marketing faz. Dia desses vi na capa do Diário Catarinense foto de uma fila para entrar num cinema qualquer de Florianópolis – mas não para ver um filme qualquer. A fila era para ver Harry Potter. Não precisava nem estar na legenda que era esse o filme. As crianças estavam fantasiadas de personagens do filme! Pode isso? E ainda colocam na capa. E nem pensar em criticar, apesar de que da foto só eram possíveis conclusões negativas, que qualquer um com olhos um pouco menos fechados poderia tirar. A foto chega a ser ridícula. Não sei se a intenção do fotógrafo era mostrar a que ponto o marketing pode levar as pessoas.
Livros, álbuns, sites, camisetas, fantasias e até um filme constituem a onda Harry Potter. O enredo até parece interessante, para o público infantil e adolescente. E, sendo este um público que vai muito pela propaganda, boa parte do marketing foi em cima do custo do filme, cerca de US$ 25 milhões a mais que o Parque dos Dinossauros, de Spielberg. E esse jogo fascina a quem é integrado à sociedade consumidora aspirante a americana de hoje. Ajuda muito falar que o filme custou muito dinheiro. "Me custou o olho da cara, agora vocês têm que assistir." É a jogada do marketing. Dinheiro gasto é, erroneamente, sinônimo de qualidade.
Que tipo de jornal coloca na capa com destaque uma foto daquela fila?
Juliano Pfutzenreuter Nunes, estudante de Jornalismo na Univali, Itajaí SC
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