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JB, UMA HISTÓRIA
Sobre a assinatura de Odylo

Sobre Odylo Costa, filho (assinava exatamente assim, com os requintes e florões com que tantos nordestinos adoram enfeitar seus nomes) não é bem assim: esse negócio do vírgula-filho, ele contou certa vez num livro maravilhoso que há muito está esgotado (Escritores brasileiros contemporâneos, de meados dos anos 60 e em dois volumes), foi coisa de um professor de Português dele, que insistia em que filho, no caso, era aposto e, portanto, deveria vir separado por vírgula e em minúscula. O caso se deu quando o Odylo era garoto. Impressionado, adotou para o resto da vida.

Lauro Dieckmann, jornalista

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JORNALISMO CIENTÍFICO
Questão de poder

O engenheiro Daniel Sottomaior comenta meu texto publicado no OI sobre médicos nas redações, e o faz de maneira brilhante. Em primeiro lugar, como eu me restringi à minha própria categoria profissional, o texto pode soar como corporativista, mas de maneira nenhuma foi esse o objetivo. Daniel foi preciso com seus exemplos e propostas: não basta PhDs nas redações ou jornalistas com formação em jornalismo científico; também a ética é relativizada, pois a questão certamente é mesmo econômica, de quem efetivamente manda no jornal, e não de seu corpo intermediário. E mais importante ainda é a disseminação da informação – um povo com bons índices educacionais, políticas públicas efetivas, e não apenas propagandísticas terá mais condições de apreciar e ser crítico com relação a matérias científicas. E leitor descontente torna o dono do veículo de mídia idem...

Celio Levyman, médico

 

Discussões circulares

Li também algumas dessas declarações em outros veículos de comunicação. A bem da verdade, penso que os únicos a se incomodar diretamente com isso somos nós, ateus. Essa discussão entre os "argumentos" impostos pelos religiosos e as teses científicas como formas de entender a natureza jamais terminarão e penso que, vez por outra, estamos trazendo o assunto à baila sem avançar muito, e as discussões se tornam circulares, aristotélicas. Eu reluto muito nisso, mas confesso que não dá para ficar calado também. Particularmente, adotei uma certa resignação quanto a isso, que me garante não me estressar com aquelas falácias adotadas por quem tem suas crenças religiosas. Afinal, são dois âmbitos do pensamento humano completamente distintos, não havendo como se rebater as proposições e contra-argumentá-las. Também não consigo entender como pessoas com certo raciocínio ainda acreditam em mitos e lendas, mas o pensamento é a única coisa relativamente livre no ser humano, embora também haja restrições.

Seria interessante os "religiosos" pararem de tentar achar provas científicas de suas interpretações do mundo, uma vez que, pressupõe-se, a fé independe de provas: você acredita e pronto! Também penso que alguns cientistas, de uma vez por todas, poderiam tentar aplicar seu método sem querer derrubar "tabus" criacionistas e religiosos, pois os religiosos relutam sobremaneira em entender o mundo dessa forma. Viveríamos melhor assim, mas parece que isso é interminável.

Digo tudo isso porque as intervenções em ambos os lados são algo terrível, às vezes carregadas de forte aparato ideológico, e só trazem prejuízo àqueles que tentam apresentar um debate de idéias mais sério.

Alexandre Carlos Aguiar, biólogo, Florianópolis

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