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Edição de Marinilda Carvalho

Nesta edição temos 22 cartas sobre o escândalo Sarney-Murad, todas comentando o artigo-manchete de Alberto Dines, "Vazamentos, grampos & fitas: um caso de moralismo seletivo". Fora as que foram transformadas em artigos.

Prova de que os leitores sabem muito bem o que querem da imprensa. Aquela que finge de morta, ignora que é serviço público e publica o que interessa ao Planalto, ao PFL, ao PSDB, a todo mundo. Menos ao leitor.

Também não foram computadas (muito menos publicadas) as cartas com ofensas pessoais – antiga prática do OI da qual não abrimos mão.

Claro que aceitamos xingamentos suaves: burros, ignorantes, infantis, simplistas... Suportamos bem essas ofensas leves – embora nem sempre calados. Por exemplo, nesta edição o observador Ulisses Capozoli dá uma chamada num seu detrator apressado. Nosso redator-chefe, Luiz Egypto, mostra tolerância na resposta a um ataque sangüinário ao... grifo vermelho!

Damos as boas-vindas até a professoras que nos xingam de "reacionários". Aliás, este é um mantra dos lingüistas: quem ousa criticar o uso errado da língua é reacionário! Está rolando no país um movimento revolucionário silencioso reunindo lingüistas defensores da "evolução" da língua. E todos que gostam de falar e escrever certo (opa, isso é reacionário!) vão para o paredão!

Também tem gente gracinha que nos xinga sem agressividade. O OI agradece!

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Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.

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CASO SARNEY-MURAD
Quantos somos?

Como vocês analisam o fato de uma convocatória de reunião do PFL incluir um pedido, aos parlamentares para um levantamento dos meios de imprensa sob o poder do partido?

Lula Couto

 

E o Dossiê Cayman?

Com tantos dossiês sobre políticos e suas pequenas escorregadas, que tal se a imprensa ajudasse a esclarecer o povo sem vez e sem voz sobre o fim do Dossiê Cayman, pois que eu saiba a situação continua como antes, ou seja, dois idiotas bois de piranha presos em Miami e o restante dos envolvidos tranqüilos dormindo em berço esplendido.

Senhores da imprensa, o povo em geral tem somente a imprensa para fazer com que a verdade apareça e que algumas vezes alguém seja punido. O que seria de nós se não tivéssemos a imprensa, não é?

Renato Carlos Pavanelli,Limeira, SP

 

Rousseau testado no Maranhão

Foi com imensa felicidade que li o artigo sobre Sarney e a corja pefelista, malta composta por grande parte da imprensa nacional. É engraçado como aqui no Brasil ocorre o seguinte fenômeno: publicam-se os indícios de roubalheira na empresa Lunus de Roseana Sarney, e então os caciques do PFL não investigam o fato, mas entram com representação para a cassação de um político do PSDB por ele ter vazado a notícia aos meios de comunicação. A apuração do possível ato criminoso não é importante, a preocupação que não se espalhe e que ninguém fique sabendo é muito maior.

Sarney afirmou na Folha que o Estado atual está fundado sobre as teorias de Locke e Rousseau. Então, Rousseau, olhando a nossa sociedade, levantaria do túmulo e se dirigiria ao Maranhão com a seguinte frase: "O estado social não é vantajoso aos homens senão quando todos eles possuem alguma coisa e quando nenhum deles tem algo em demasia."

Vou romper o meu contrato social com os Sarneys, porque tenho uma vaga impressão de que eles possuem um "pouquinho em demasia" em relação a mim.

Bruno Alencar

 

Não se vendam

O povo, eu que sou o povo, sabemos que tudo não passa de armação do governo FHC. Será que só tem ladrão do lado inimigo? Tudo é mentira, chega de farsa e acobertamento, o povo dará o troco cedo ou tarde. Todos mentem, ameaçou o poder vem a degola. Vejam Maluf. E Lula? O povo engoliu o caso Celso Daniel? Sei não... o próprio ACM, o mais recente do PMDB do Pará (Jader Barbalho). Vocês não têm vergonha de querer mascarar a real notícia? Pelo amor de Deus, não se vendam a um molho de sem-vergonhas! Cá embaixo estamos sofrendo, falta tudo, e só temos vontade de viver, e a sobrevivência é algo terrível.

Idalicio Antonio Fonseca Garcia

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Vazamentos, grampos & fitas: um caso de moralismo seletivo– Alberto Dines


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